Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Shell prevê iniciar a perfuração do pré-sal de Santos entre final d e 2010 e início de 2011 e atingir a região pré-sal do campo de Nautilus, na Bacia de Campos, em até quatro semanas, de acordo com Marco Brummelhuis, vice-presidente de Desenvolvimento, Exploração e Produção da empresa no Brasil.

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Shell prevê iniciar a perfuração do pré-sal de Santos entre final d e 2010 e início de 2011 e atingir a região pré-sal do campo de Nautilus, na Bacia de Campos, em até quatro semanas, de acordo com Marco Brummelhuis, vice-presidente de Desenvolvimento, Exploração e Produção da empresa no Brasil.

A empresa achou petróleo aos 1.571 metros do bloco Nautilus, mas ainda não perfurou a camada pré-sal. Esta seria a primeira experiência da Shell com a camada pré-sal no país, informou o executivo.

"Em três, quatro semanas será conhecido o que tem no pré-sal de Nautilus", informou Brummelhuis após palestra na Câmara Britânica de Comércio.

O campo de Nautilus integra o Parque das Conchas, concessão onde Shell e Petrobras já têm produção de petróleo. O local fica próximo ao Parque das Baleias, onde a Petrobras já produz óleo do pré-sal.

Atualmente a Shell produz entre 80 e 92 mil barris diários de petróleo no Brasil e o plano da companhia é aumentar essa produção, mas ainda não há uma meta definida. "Vai depender do volume e da qualidade das descobertas", explicou o executivo.

A empresa pretende perfurar entre dezembro deste ano e janeiro de 2011 o seu primeiro bloco no pré-sal da bacia de Santos, o BM-S-54, próximo às gigantescas descobertas já feitas pela Petrobras e suas parceiras. O bloco pertence totalmente à Shell, que ao todo possui 15 blocos no país.

"Depende ainda de achar uma sonda, mas esperamos perfurar o primeiro poço este ano...está bem pertinho do 'cluster'", disse o executivo, referindo-se à localização próxima à chamada "picanha azul", desenho formado pelos principais blocos já descobertos no pré-sal da bacia de Santos e onde até o momento foram anunciadas reservas de cerca de 14 bilhões de boe.

"A idéia é de que no BM-S-54 tenha muito óleo", afirmou Brummelhuis.

Ele afirmou ainda as estimativas para o bloco BS-4 --também na bacia de Santos e no qual a Shell é operadora com 40 por cento de participação-- são de reservas "in place" de 2 bilhões de barris de óleo equivalente. O óleo, porém, é pesado, de 14 graus API, disse Brummelhuis.

"Vamos começar um teste de produção, temos que pensar como otimizar (a produção) com tecnologia", explicou.

O executivo informou também que a empresa pretende investir para manter o nível de produção do campo Bijupirá-Salema, atualmente responsável por cerca de 30 mil barris do volume diário da empresa.

"O campo está produzindo há sete anos, está entrando em declínio, vamos furar 2 a 3 poços mais para produzir nesse nível por mais tempo", informou.

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