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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Shell anunciou nesta quarta-feira, durante a conferência Rio Oil & Gas, que fechou seis novos acordos com institutos de pesquisa em vários países para avançar nos estudos sobre biocombustíveis de nova geração. Entre as instituições escolhidas pela petroleira anglo-holandesa está a brasileira Unicamp, disse Graem Sweeney, vice-presidente-executivo da empresa e responsável pela área de inovação.

'Precisamos fazer parcerias no mundo todo para ganhar mais experiência nos nossos projetos', afirmou Sweeney durante palestra na conferência, que reúne centenas de representantes do setor de petróleo e também de biocombustíveis.

Além da Unicamp, foram fechados acordos com o norte-americano MIT (Massachusetts Institute of Technology), duas instituições de pesquisa chinesas e outras duas no Reino Unido, entre elas a Universidade de Manchester.

Em 2007, a Shell decidiu quadruplicar os investimentos na área de biocombustíveis.

Até a primeira metade da década, a Shell havia investido cerca de 1 bilhão de dólares em energia renovável, mas com foco principal em fontes eólica e solar.

'Precisamos de inovação para reduzir os custos e ganharmos escala', afirmou Sweeney.

Em um período de cinco a dez anos, a Shell espera obter resultados com os chamados biocombustíveis de segunda geração, que não utilizarão alimentos como principais matérias-primas, ao contrário da maioria dos combustíveis renováveis de hoje.

O foco é gerar combustível limpo com restos vegetais.

(Reportagem de Roberto Samora)