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Setores mantêm projeções otimistas para 2009

Os números do PIB brasileiro do terceiro trimestre não surpreenderam o setor produtivo. Algumas das atividades mais importantes da economia calculam que, apesar do agravamento da crise, vão fechar 2008 com crescimento.

Agência Estado |

Um dos segmentos mais aquecidos, pelos dados do IBGE, é a construção civil. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), a atividade deve apresentar expansão de 10% em 2008.

Apesar das notícias de que algumas empresas do setor passam por dificuldades financeiras, Eduardo Zaidan, diretor de Economia do Sinduscon-SP, não acredita em retração muito grande para 2009. A previsão da entidade é que a construção cresça entre 3,5% e 4,7% no ano que vem. O diretor trabalha com dois cenários.

No mais otimista, o PIB pode expandir 3,8% e a construção, 4,7%. Já no caso de haver retração mais séria, o PIB deve aumentar 2,8%, enquanto a construção civil pode ter uma alta de 3,5%. "Não será um período ruim. A habitação tem recursos garantidos, vindos do FGTS. E ainda tem o dinheiro da poupança, que é um grande fundo de financiamento para a classe média."

O que pode atrapalhar os planos dos empresários da construção civil é o represamento dos financiamentos e o risco do aumento do desemprego. "Se isso não se confirmar, devemos manter o ritmo em 2009."

Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), ficou animado com os números da economia. "Diante das contingências, foi uma notícia muito positiva." Mas, como representante de um setor exposto aos efeitos da crise, Godoy tem cautela para os próximos meses. Ele acredita que em 2008 a infra-estrutura deve crescer o mesmo previsto antes da crise, entre 3% e 4%. A previsão para o biênio 2009/2010, de cerca de 16%, pode ser revista.

A indústria de eletroeletrônicos também não foi abatida pela crise mundial e, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o faturamento vai aumentar 11% ante 2007. O segmento de PCs cresceu 20%, apesar da pressão cambial. A expectativa para 2009 é de alta de 7% no faturamento. Humberto Barbato, presidente da Abinee, engrossa o coro otimista: "Se houver alguma retração, só veremos a partir do segundo semestre do ano que vem". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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