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Setor sucroalcooleiro não deve enfrentar problemas graves, prevê Conab

BRASÍLIA - A próxima safra de cana-de-açúcar poderá passar por percalços, mas a solidez dos fundamentos do setor garante que os problemas serão contornados, segundo previsão do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi. Ele apresentou hoje o resultado da produção da cana-de-açúcar em 2008, que será 13,9% superior à de 2007, com 571,4 milhões de toneladas de cana processada.

Valor Online |

A área plantada foi de 8,5 milhões de hectares.

Com a produção deste ano, a fabricação de açúcar será de 32,1 milhões de toneladas, com a moagem de 246 milhões de toneladas de cana. Já a fabricação de etanol utilizará 325,3 milhões de toneladas de cana, resultando na produção de 26,6 bilhões de litros, sendo 10,1 bilhões de litros do álcool anidro, que é adicionado à gasolina e 16,5 bilhões de álcool hidratado, o álcool combustível vendido nos postos de gasolina.

Ao falar das perspectivas do setor em 2009, Rossi destacou que "trata-se de um mercado regular, sem grandes problemas, mas que conta com acompanhamento permanente do governo, que procura se inteirar da situação da oferta e da demanda". Para o presidente da Conab, o preço do álcool foi muito favorável em 2008 e deverá ficar próximo a isso no ano que vem, não havendo perigo de grandes altas, uma vez que o preço do barril do petróleo está em baixa no mercado internacional.

Quanto aos investimentos na área sucroalcooleira, Rossi não descarta a possibilidade de problemas decorrentes da crise na área de crédito mundial, pois ela acaba afetando todos os setores. Mas acredita que sejam feitos ajustes de forma suave no setor, sem grandes traumas para a produção nacional.

Em 2008 o preço do álcool, em relação à gasolina, esteve em algumas regiões do país na proporção de 55% a 65%, o que foi bastante favorável. "É vantagem comprar esse combustível até a margem de 70% do preço do litro do derivado de petróleo. Essa relação de preços é sempre importante para definir o nível de demanda", disse Rossi.

O presidente da Conab afirmou que o governo está atento à remuneração mais baixa obtida pelos pequenos produtores e "já tomou medidas rápidas para apoiar essa contribuição, que é essencial para um mercado tão importante do álcool". Ele preferiu não arriscar estimativas sobre a produtividade do próximo ano, alegando que são feitas cinco colheitas em algumas regiões e no Sudeste até seis. Por isso, é difícil prever, embora todo ano sempre se espere um crescimento mínimo de 10% na produção da cana-de-açúcar.

O diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alexandre Stratasson, informou que vão ser instalados no próximo ano mais 30 complexos para fabricação de álcool. O custo médio de cada um gira em torno de R$ 300 milhões, segundo ele.

A aplicação de cerca de R$ 9 bilhões no setor é um algo muito positivo, destacou Stratasson. Cada uma dessas usinas tem capacidade para o processamento de duas toneladas de cana, garantindo a industrialização anual de 560 milhões de toneladas suplementares.

Ele prevê que em 2009 os preços do álcool ficarão equilibrados em relação à situação atual, devendo haver um leve aumento no preço do açúcar no mercado internacional. A produção de álcool tende a crescer mais do que a de açúcar especialmente pela previsão de aumento da fabricação de veículos flex, que usam alternativamente álcool combustível e gasolina. Hoje, estão circulando no país 7 milhões de carros movidos a álcool e há previsão de aumento dessa frota em 2009.

(Agência Brasil)

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