O setor público de Portugal, incluindo escolas, hospitais e alfândegas, está funcionando apenas parcialmente nesta quinta-feira. O motivo é uma greve convocada por sindicatos, em protesto contra um plano do governo para congelar salários.

Um porta-voz da Frente Comum disse que ainda não era possível estimar o número total de pessoas paradas.

A Frente Comum representa 300 mil dos 500 mil funcionários públicos portugueses, que pela lei têm autorização de realizar greves. Os indícios são de que a paralisação ocorrerá em grande escala, estimou o porta-voz. Os serviços de saúde e de coleta de lixo estavam 80% e 85% paralisados durante a noite, respectivamente, segundo ele.

O Ministério das Finanças, assim como a central sindical, pretendem ainda nesta quinta-feira divulgar estimativas sobre o tamanho da greve. O governo do primeiro-ministro português, José Sócrates, precisa reduzir o déficit público, que subiu para 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Portugal precisa chegar em 2013 a um déficit de 3% do PIB para alcançar as metas da União Europeia.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, já disse que a maior parte dessa redução deve ocorrer através do controle de gastos, e não com o aumento dos impostos. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.