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NOVA YORK - O setor privado dos EUA empregou em agosto 33 mil pessoas a menos que no mês anterior, informou hoje o instituto de análise Automatic Data Processing (ADP).

Estas informações, que foram publicadas um dia antes dos números oficiais do Governo, são um pouco piores dos que eram esperados pelos analistas de Wall Street, que calcularam que a diminuição seria de 30 mil pessoas.

"A baixa em agosto dá continuidade a uma tendência recente no emprego que está de acordo com uma economia que cresce lentamente, mas que não cai em recessão", explicou a ADP em comunicado.

Por setores, a produção de bens empregou 78 mil pessoas a menos que em julho e o setor manufatureiro 56 mil trabalhadores a menos.

Estas perdas foram compensadas com um aumento no setor de serviços, que empregou em agosto 45 mil pessoas a mais que no mês anterior.

A ADP destaca especialmente as quedas registradas no setor da construção residencial e no financeiro, "os dois mais atingidos pelos recentes problemas no mercado hipotecário" nos Estados Unidos.

No primeiro, a redução de emprego foi de 25 mil pessoas, sendo a 21ª queda mensal consecutiva.

Este setor dá emprego agora a 377 mil pessoas a menos que em agosto de 2006, quando foram registrados os níveis mais altos de emprego nesta atividade, informou a ADP.

No setor financeiro a diminuição foi muito menor, de 2 mil pessoas, em comparação a julho.

As grandes empresas (que têm 500 ou mais funcionários) deram trabalho para 28 mil pessoas a menos que no mês passado, enquanto o emprego nas médias empresas (que têm entre 50 e 499 funcionários) caiu 25 mil postos de trabalho.

Por outro lado, as pequenas empresas (com menos de 50 funcionários) ocuparam em agosto 20 mil trabalhadores a mais que em julho, informou o comunicado.

Wall Street costuma considerar as informações da ADP como um indicador do que poderiam ser os números oficiais de desemprego do Governo correspondentes a agosto e que serão divulgados amanhã.

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