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Setor prevê novo recorde de exportação de fumo de US$ 2,6 bi no ano

Porto Alegre, 21 - A indústria fumageira deve faturar US$ 2,6 bilhões este ano com a exportação de fumo, que desde 1993 coloca o Brasil no primeiro lugar entre os fornecedores mundiais do produto. A receita irá crescer, ante o recorde de US$ 2,2 bilhões realizados em 2007, mas o volume exportado deve cair de 700 para 650 mil toneladas, conforme projeção divulgada hoje pelo Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo).

Agência Estado |

Um aumento médio de 25% nos preços vai impulsionar a receita. As indústrias tiveram que repassar a correção no preço da matéria-prima e também compensar a desvalorização do real frente ao dólar, explicou o presidente do Sindifumo, Iro Schünke, que apresentou hoje, em Santa Cruz do Sul (RS), um balanço da safra 2007/08.

O pico das exportações de fumo ocorre entre março e maio, mas os embarques são realizados até o final do ano. A redução no volume exportado este ano, em comparação a 2007, tem origem no estoque de 2006. Na época, havia um volume mais elevado em estoque, o que gerou deslocamento de parte das vendas para o ano de 2007, lembrou o dirigente. Os principais mercados para o produto brasileiro são a União Européia (com 45%), Extremo Oriente, América do Norte e Leste Europeu. O Brasil envia fumo para as indústrias produtoras de cigarros.

A tabela de comercialização do fumo produzido na safra 2007/08, quando a colheita chegou a 720 mil toneladas, foi corrigida em média em 7,6%, lembrou o dirigente. Na prática, as indústrias calculam que o produtor recebeu 27% a mais em preço, considerando a remuneração pela qualidade do produto. As negociações para a venda da produção 2008/09 devem começar perto do final do ano, depois que for calculado o custo de produção.

A despesa para formar a lavoura de fumo deve ter impacto dos fertilizantes e defensivos, como nas demais culturas, mas a indústria calcula que a variação será menor para o fumo. Os químicos usados na lavoura representam cerca de 25% do custo.

Área

O Sindifumo estima um aumento de 6% de área na safra 2008/09, para 376 mil hectares, estimulado pela valorização do preço no ciclo atual e pelo ingresso de mais quatro mil produtores na atividade, somando 186 mil nos três Estados do Sul. A produção deve atingir 760 mil toneladas. As empresas entendem que o mercado externo continuará comprador em 2009, o que justifica o aumento de produção, observou Schünke.

Os estoques de fumo são menores entre as produtoras de cigarros e o consumo do produto, apesar das campanhas contrárias, deve continuar em alta. A safra apresenta 30% da área cultivados.

Sobre a retenção de créditos de ICMS, uma queixa recorrente da indústria fumageira, Schünke disse que as negociações são feitas individualmente entre as empresas e os governos. O setor calcula que há R$ 300 milhões em créditos retidos na Região Sul, dos quais R$ 200 milhões no Rio Grande do Sul.

Por causa da dificuldade em aproveitar os créditos, Schünke não descarta que prossiga a migração de indústrias do Rio Grande do Sul para Santa Catarina, em busca de uma negociação melhor do benefício fiscal.

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