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Setor naval do Rio perde 10 mil vagas

Na contramão da expansão da indústria naval em todo o País, a falta de novas encomendas a estaleiros do Rio de Janeiro provocou a demissão de ao menos 10 mil trabalhadores no Estado desde abril, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos local. Os sindicalistas apontam a desconcentração do setor e a concorrência oferecida por estaleiros de outros Estados como a principal causa dessas demissões na região, que até hoje concentrava quase 98% das atividades no setor.

Agência Estado |

De acordo com o sindicato, o quadro de trabalhadores nos estaleiros fluminenses já estava próximo dos 40 mil, número atingido na época áurea da indústria naval na década de 70. Com a derrocada do setor, esse número caiu para até menos de 4 mil trabalhadores, quadro que se reverteu a partir de 2002, com a retomada das encomendas da Petrobrás no País, principalmente de plataformas de exploração e produção de petróleo. O sindicato, no entanto, alega que o ritmo de encomendas poderia ter sido maior. Das 18 que entraram em operação desde aquele período, apenas seis foram encomendadas ao mercado nacional. As demais foram afetadas.

Os sindicalistas programam uma "megamanifestação para a próxima semana, em protesto contra o que classificam como descaso da Petrobras e do governo do Estado com o setor naval. Entre as principais reivindicações estão a liberação da encomenda da plataforma P-62 ao estaleiro Mauá; e o arrendamento da área do antigo estaleiro Ishibrás - hoje pertencente ao grupo Iesa - para viabilizar a construção de navios no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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