Lima, 14 dez (EFE).- O presidente da Sociedade Nacional de Indústrias (SNI) do Peru, Eduardo Farah, previu que em seu país cerca de 300 mil pessoas perderão seus empregos no próximo ano, segundo declarações publicadas hoje pelo jornal El Comercio.

"O panorama é complicado porque a crise é mundial" e no Peru em 2009 "haverá demissões, mas a magnitude desta onda será medida em julho ou em agosto. Calculo que cerca de 300 mil (trabalhadores) perderão seu emprego", disse Farah.

Ele acrescentou que o setor mais afetado será o têxtil, seguido pela agroindústria e pela mineração, embora despreze que "a atividade turística decaia substancialmente" e confiou em que "a pesca mantenha mão-de-obra como até agora".

Farah lembrou que os industriais peruanos investiram em 2008 cerca de US$ 7 bilhões pensando no Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os Estados Unidos, à espera de sua implantação, após ressaltar que "ninguém imaginou que a crise (financeira internacional) fosse ser tão profunda".

O presidente da SNI considerou que os empresários poderiam investir no Peru na construção de casas e infra-estrutura e opinou que no verão crescerão os setores de bebidas, gelados, cerveja, papel, comestíveis e etanol.

"O investimento privado industrial pode chegar a US$ 4 bilhões (em 2009), uma queda de 25% a 30% em relação a 2008", especificou.

EFE watt/jp

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