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Setor externo tem pior resultado para julho desde 1947

Déficit das transações correntes foi de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 7,9 bilhões) no mês, segundo o Banco Central

iG São Paulo |

As transações correntes - que mede todas as operações do País com o exterior - encerram o mês de julho com deficit de US$ 4,5 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 7,9 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira. Trata-se do pior resultado para o mês de julho desde o início da série histórica, em 1947.

Esse resultado é maior do que o projetado pelo BC para o período (US$ 3,7 bilhões) e do que o registrado em julho do ano passado (US$ 1,623 bilhão).

O Banco Central informou que o balanço de pagamentos no mês de julho fechou com superávit de US$ 1,8 bilhão. A conta financeira teve entrada de US$ 6,5 bilhões no mês, com destaque para os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, US$5,8 bilhões, e diretos, US$2,6 bilhões.

Segundo o BC, o déficit do mês passado foi gerado pela conta de serviços e rendas, que amargou saldo negativo de US$ 6,053 bilhões. Esse valor foi parcialmente compensado pelo resultado da balança comercial, que registrou superávit de US$ 1,357 bilhão, e pelas transferências unilaterais correntes, positivas em US$ 197 milhões.

De janeiro a julho deste ano, a conta corrente acumula déficit de US$ 28,261 bilhões, o equivalente a 2,51% do Produto Interno Bruto (PIB), ante os US$ 8,8 bilhões em igual período de 2009. Nos 12 meses encerrados em julho, o saldo de transações correntes é negativo em US$ 43,764 bilhões (2,24% do PIB).

IED

Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil somaram em julho US$ 2,643 bilhões, segundo os dados do BC. O resultado superou o teto das expectativas dos analistas, que previam ingresso entre US$ 1,544 bilhão e US$ 2,5 bilhões de investimento produtivo no País. A entrada de IED no mês passado foi mais que o dobro do registrado um ano antes, em julho de 2009, quando ficou em US$ 1,287 bilhão. O desempenho também foi maior que o observado em junho de 2010, quando a entrada de IED somou US$ 708 milhões.

Segundo o BC, a entrada acumulada de IED nos sete primeiros meses de 2010 soma US$ 14,701 bilhões, o equivalente a 1,31% do Produto Interno Bruto (PIB). Em igual período de 2009, o ingresso nominal era menor, de US$ 13,953 bilhões, mas correspondia a uma parcela maior do PIB, de 1,85%. Nos 12 meses encerrados em julho, a entrada de IED atingiu US$ 26,697 bilhões (1,37% do PIB).

Exterior

As despesas de brasileiros em viagem ao exterior somaram US$ 8,586 bilhões no acumulado de sete meses do ano, informou hoje (23) o Banco Central. Esse resultado supera o registrado em igual período de 2009 quando ficou em US$ 5,499 bilhões.

Somente no mês passado, essas despesas ficaram em US$ 1,536 bilhão, contra US$ 1,045 bilhão registrado em julho de 2009.

Os gastos de estrangeiros no Brasil, por sua vez, somaram US$ 3,378 bilhões de janeiro a julho deste ano, contra US$ 3,012 bilhões observados em igual período de 2009. Em julho deste ano, esses gastos ficaram em US$ 438 milhões, contra US$ 445 milhões.

(Com Agências)

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