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Setor elétrico pode ser porto seguro para investidores, diz Kelman

RIO - O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, acredita que o setor elétrico brasileiro pode dar aos investidores, em um momento de crise internacional, garantias comparativas em relação a outros ativos. Na visão de Kelman, para garantir essas vantagens, o Brasil precisa aperfeiçoar o ambiente para investimentos, com menor risco, melhor atuação da agência reguladora e do Judiciário e práticas mais eficientes nos licenciamentos ambientais.

Valor Online |

"Como qualquer produto, e o dinheiro também é um produto, quando escasseia aumenta o preço. O Brasil tem posição privilegiada, porque investimentos no setor elétrico brasileiro são sólidos e as empresas que aqui investiram têm tido resultados razoáveis", frisou Kelman, que participou hoje do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase 2008).

O diretor-geral acrescentou que no setor elétrico brasileiro não há "ativos de fachada", o que garante investimentos sólidos e rentáveis "ao longo de décadas".

"De tal modo que a crise talvez nos apresente uma oportunidade comparativa, com os investidores procurando oportunidades que lhes dão essa segurança a longo prazo", acrescentou.

Kelman defendeu "amalgamar" algumas áreas de concessão de distribuidoras à medida que chegarem ao fim algumas das licenças hoje em vigor. Segundo ele, um estudo da Aneel englobando as tarifas para consumidores residenciais entre agosto de 2002 e agosto de 2008 mostra que 53% das empresas tiveram acréscimo de tarifa abaixo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período, enquanto 34% ficaram entre o IPCA e o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M). Apenas 13% ficaram acima do IGP-M.

"Quem ficou acima do IGP-M, em geral, foram as pequenas distribuidoras. Por isso fiz menção que, em 2015, quando vencem concessões não apenas de geradoras, mas também de distribuidoras, será o momento, a oportunidade, de amalgamar área de concessão para se beneficiar do efeito de escala, porque as pequenas concessionárias tendem a ser menos eficientes, o que é natural", ressaltou Kelman, acrescentando que o estudo mostra que, em geral, o consumidor residencial não paga por uma energia cada vez mais cara na comparação com outros produtos no Brasil.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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