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Setor do café define regras do Pepro; exportador apói mudanças

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que reúne integrantes do governo e do setor privado, chegou a um consenso nesta quinta-feira sobre as regras que serão adotadas nos leilões de Pepro para a safra 2008/09. O mecanismo do governo apoiará a comercialização do café do maior produtor do mundo pelo segundo ano consecutivo, mas houve algumas alterações na fórmula do Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor).

Reuters |

As novas regras para os leilões receberam o aval dos exportadores, representados pelo Cecafé, que questionavam a forma como o mecanismo foi executado no ano passado.

'Chegou-se a um consenso', declarou o diretor-executivo do Cecafé, Guilherme Braga.

O governo deverá destinar 300 milhões de reais para os leilões de Pepro, 100 milhões a mais do que na safra passada, considerando que a atual temporada é o ano de alta da colheita do arábica.

Ao contrário do ano passado, quando foram realizados dois leilões, deverão ser feitas quatro operações, que poderão apoiar a comercialização de 12 milhões de sacas de 60 kg.

Esse volume representa mais de um quarto da safra 2008/09 oficialmente estimada em 45,5 milhões de sacas. Em 07/08, o governo apoiou com o Pepro a venda de 5 milhões de sacas de uma safra de 33,7 milhões de sacas.

O preço referencial do Pepro será mantido em 300 reais por saca, mas o prêmio inicial disputado em leilão decrescente será de 25 reais, contra 40 reais nas operações do ano passado.

Outra inovação do Pepro deste ano é a introdução de um prêmio variável, com base em cotações de mercado (índice Esalq).

Pelas regras do Pepro do ano passado, o produtor só poderia receber o valor fixado no leilão se vendesse no mercado o produto por um valor superior à diferença entre preço referencial e o prêmio.

Neste ano, também a pedido do Cecafé, se a cotação do café no mercado físico subir, a alta no valor será descontada do prêmio.

'Digamos que saia 20 reais no leilão, por hipótese.

Enquanto não houver o escoamento, se o mercado tiver subido baseado no indicador Esalq, o prêmio pode sofrer redução. E fica um prazo máximo para o produtor escoar de 6 meses a partir do leilão, antes era um ano.'

O produtor, assim, terá um prazo mais curto para escoar o seu café.

O prêmio não varia se o preço de mercado cair, segundo o diretor do Cecafé.

O primeiro leilão deve ser realizado no começo de outubro, uma vez que não haveria tempo suficiente para a realização da operação ainda em setembro.

O último dos quatro leilões deverá ser realizado até 15 de dezembro, segundo nota do Ministério da Agricultura.

'Para os produtores, o Pepro é fundamental porque garante um nível de preço que a gente considera o mínimo necessário para o cafeicultor brasileiro', disse o secretário de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone, de acordo com nota do ministério.

Os detalhes técnicos da proposta ainda deverão ser discutidos e aprovados pelos Ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, acrescentou o comunicado do governo.

(Reportagem de Roberto Samora)

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