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Setor de vinho quer que governo dificulte importação

Milhares de manifestantes de mais de 30 entidades participaram hoje, na capital gaúcha, de atos para reivindicar enxugamento do estoque de vinhos, mudanças na tributação e fiscalização sobre o contrabando, entre outras medidas. A cadeia produtiva de uva e vinho também criticou a entrada facilitada de importados - especialmente da Argentina e Chile - e a concorrência de bebidas mais baratas que imitam as características do vinho.

Agência Estado |

Há um excedente estimado em cem milhões de litros de vinho produzido com uvas viníferas e de mesa que precisa ser removido para não afetar a chegada da nova safra, a partir de dezembro, disse o presidente da Câmara Setorial da Uva e Vinho, Hermes Zaneti. Se esse volume não for retirado das indústrias, não será possível receber cerca de 150 milhões de quilos de uva, calculou o dirigente. O setor pede mecanismos de comercialização para escoar o excedente à destilação.

O volume excedente é resultado da entrada facilitada de importados, que o setor produtivo quer disciplinar, e do avanço de concorrentes similares que imitam vinho, como bebidas mistas e coquetéis, analisou Zaneti. Quanto aos importados, o setor pede a revogação de acordo bilateral com o Chile, que prevê alíquota menor (13,5%) que a Tarifa Externa Comum (27%) na importação da bebida este ano, com queda até zero em 2011.

Metade dos vinhos finos importados pelo Brasil vem do Chile e Argentina. Com o vizinho do Mercosul, os produtores esperam negociar um novo preço mínimo para as importações, que está em US$ 8,00 por caixa de 12 garrafas. O valor é um referencial acordado informalmente pelos dois lados. Os produtores brasileiros pedem aumento para US$ 22,00. Ao governo gaúcho, o setor pediu, em audiência com o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, o envio de proposta ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para unificar as alíquotas de ICMS de vinho. Os Estados cobram alíquotas de 12% no Rio Grande do Sul a 30% no Acre.

Durante caminhada em Porto Alegre, os manifestantes percorreram a área que concentra representações dos Ministérios da Fazenda, Agricultura e Desenvolvimento Agrário, aos quais também entregaram sua pauta. Na próxima quarta-feira, o setor deve ser recebido em Brasília pela Casa Civil.

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