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Setor de transporte aéreo deve fechar ano com prejuízo de US$ 5,2 bi

SÃO PAULO - A indústria aérea mundial vai ter um prejuízo de US$ 5,2 bilhões neste ano, afetada pela queda na demanda e pelos altos preços do petróleo. Essa é a estimativa da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), com base num preço médio do barril em US$ 113 - e de US$ 140 para o querosene de aviação (QAV).

Valor Online |

A situação permanece ruim. A combinação tóxica dos altos preços do petróleo com a queda na demanda continua a envenenar a lucratividade da indústria, afirmou o executivo-chefe e diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani. Esperamos prejuízos de US$ 5,2 bilhões neste ano, acrescentou ele.

A Iata afirma que, embora o preço do petróleo tenha recuado nos últimos meses, a média considerada hoje está US$ 40 por barril acima daquela medida em 2007, quando o preço médio do petróleo ficou em US$ 73 por barril. Como resultado dessa elevação, o gasto da indústria com combustíveis deve chegar a US$ 186 bilhões neste ano, US$ 50 bilhões a mais que em 2007. A associação acredita que os combustíveis deverão representar 36% dos custos operacionais da indústria, contra 13% em 2002.

Para o ano que vem, a Iata espera que o ambiente continue negativo, mas com uma ligeira melhora em relação a 2008. Segundo a associação, a maioria dos países deve sofrer com desaceleração econômica, o que terá impacto sobre a indústria aérea de passageiros e carga. A previsão é que, no ano que vem, o preço médio do barril fique em US$ 110, projetando US$ 136 para o QAV.

Embora nossa expectativa seja que o cenário melhore em cerca de US$ 1 bilhão no próximo ano, a indústria ainda fechará o ano com US$ 4,1 bilhões no vermelho, afirmou Bisignani. Essa crise está redesenhando a indústria de forma mais severa que aquelas que se seguiram aos choques da SARS e do 11 de Setembro, acrescentou.

Segundo a Iata, a conta de combustíveis da indústria aérea irá subir ainda mais, à medida que as operações de hedge ofereçam menos proteção. O gasto total com combustíveis deverá chegar a US$ 223 bilhões em 2009, e representar 40% das despesas operacionais da indústria no ano que vem.

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