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Setor de telecom não será tão afetado pela crise, diz Yankee Group

SÃO PAULO - Apesar da crença de que a indústria mundial de telecomunicações certamente será afetada pela crise financeira global, os efeitos não serão muito severos, afirma a consultoria Yankee Group. Para os analistas dessa empresa, a tendência de adoção de mobilidade em comunicação pessoal e de dados deve se manter forte apesar da crise e, assim, blindar parcialmente o setor.

Valor Online |

No total, a consultoria avalia em US$ 590 bilhões o valor do mercado mundial de mobilidade. Assim, embora acredite que a retração no crédito vá afetar os faturamentos ao reduzir os gastos dos usuários, a tendência de maior uso da mobilidade servirá de colchão para amenizar o impacto sobre as empresas do setor.

Segundo o Yankee Group, o tamanho da crise vai fazer com que os fabricantes e prestadores de serviços de telecomunicações percebam a irreversibilidade da tendência em direção à mobilidade e que o tumulto financeiro não irá interromper essa tendência, mas apenas moldá-la às necessidades atuais.

"Embora tenhamos reverberações inevitáveis em toda a indústria, esses efeitos serão relativamente pequenos para as operadoras, mas podem ser mais fortes para os fabricantes", afirma o analista da consultoria, Beonît Felten.

Com base em um estudo sobre os efeitos da crise no setor, o Yankee Group chegou à conclusão de que as operadoras continuarão expandindo suas redes móveis, apesar da crise. Para a consultoria, qualquer mudança nos investimentos de rede será pequena, uma vez que a tendência à mobilidade é inexorável. Isso levará as companhias a reduzir os gastos no curto prazo, mas manterem e aprimorarem suas estratégias de expansão para o longo prazo.

Uma mudança que a consultoria acredita que ocorrerá no mercado será na ponta dos gastos. Para ela, as empresas do setor irão reduzir os gastos indiscriminados e analisar mais atentamente seus custos. Embora, para o Yankee Group, isso não afete o faturamento base, uma vez que todos necessitam de conexão à internet, certamente haverá uma redução no gasto de capital nos próximos seis meses a um ano por conta da redução de gastos com atualização e novos negócios.

Para a consultoria, as grandes empresas estarão mais a salvo da crise do que as pequenas. Nesse ambiente, um valor de ativos maior e uma posição de caixa melhor pode fazer a diferença e as deixar em condições de investir em inovação.

Por outro lado, as operadoras vão pressionar os fabricantes. Com menor ritmo de compra e com busca por maiores descontos, deverá haver uma retração no faturamento das fabricantes, afirma o Yankee Group.

"Nesse clima econômico, os operadores e prestadores de serviços terão mais alavancagem de curto prazo para conduzir a adoção de tecnologia, impactar os fabricantes de equipamentos e também tomar a liderança em inovação de produtos e serviços no mercado", afirmou o vice-presidente do Yankee Group, Ashvin Vellody.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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