GENEBRA (Reuters) - Os líderes de países ricos e pobres que irão se encontrar neste mês para discutir a crise financeira global devem evitar levantar novas barreiras nacionais aos serviços, como o bancário, afirmaram lobistas do setor nesta segunda-feira. O forte comprometimento dos líderes para manter a abertura dos mercados e para perseguir mais liberalização são uma resposta apropriada à crise financeira e econômica, disse a Global Services Coalition (GSC).

A crise vai ser debatida dia 15 de novembro nos Estados Unidos, em meio a pedidos pela reforma do sistema financeiro global e pela maior regulamentação dos serviços financeiros.

Em uma carta aberta aos líderes do G20, o grupo dos 20 países mais desenvolvidos e em desenvolvimento, a GSC disse que a comunidade empresarial está procurando por sinais para o crescimento da confiança nos mercados mundiais.

"Um sinal crucial seria o forte compromisso em conter o aumento das barreiras comerciais e de novas restrições no acesso ao mercado em serviços e em outros setores, e pedir que outros governos no mundo todo façam o mesmo", disse a entidade.

A GSC atua em serviços para bancos e até para empresas de telecomunicações, e tem membros desde os Estados Unidos e União Européia até a Índia.

A conferência de Washington deverá garantir que a rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio seja retomada de maneira séria, afirmaram os lobistas.

Os membros da entidade dos Estados Unidos e Europa têm pressionado as grandes economias emergentes, como China, Índia e Brasil pela abertura de seus mercados na rodada de Doha nos setores bancário, de telecomunicações e de serviços legais e de contabilidade.

Países emergentes como a Índia enquanto isso, querem que os países ricos aliviem as restrições para dar vistos temporários a funcionários que trabalham com contratos de software e de construção.

Enquanto os serviços representam dois terços da receita econômica mundial, eles totalizam apenas 17 por cento do comércio mundial.

(Reportagem de Jonathan Lynn)

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