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Setor de biocombustíveis dos EUA vê Obama como aliado

Por Charles Abbott WASHINGTON (Reuters) - Produtores norte-americanos de biocombustíveis, que lutam para conseguir lucrar em um tempo de queda nos preços de petróleo e gasolina, vêem no presidente eleito Barack Obama um leal aliado para o crescimento do setor.

Reuters |

Obama já demonstrou apoio aos requisitos federais para o uso do etanol --que é feito na maioria das vezes a partir do milho-- como um combustível motor. Ele disse que irá acelerar o desenvolvimento de novas matérias primas, o que representa um grande contraste em relação aos agricultores e pecuaristas que tentaram no verão passado reduzir o poder do etanol.

Produtores de etanol acreditam que a vitória de Obama poderá garantir um caminho mais certo para o futuro. A lei de energia de 2007 estabelece uma meta de uso de 36 bilhões de galões de combustível renovável até 2022, incluindo 15 bilhões de galões de etanol de grãos até 2015.

"O que é bom para os biocombustíveis é bom para grande parte do agronegócio --principalmente para setores alavancados pelo setor agrícola, como o de equipamentos para a agricultura, o de desenvolvimento de sementes e outros", disse o analista Mark McMinimy da Stanford Washington Research.

"E neste sentido, o resultado das eleições pode ser um presente para a indústria de bicombustíveis e para as relacionadas ao setor".

Eleitores no oeste do Estado de Minnesota reelegeram Collin Peterson, o presidente do Comitê de Agricultura da Câmara dos Deputados. Democrata, Peterson defendeu programas na lei rural de 2008 que irão incentivar o desenvolvimento comercial do etanol celulósico.

"Eu gostaria de ver em toda a nação uma mistura de 15 por cento", disse Peterson em uma entrevista à Reuters, sobre a porcentagem atual de 10 por cento de etanol na gasolina. "Obama apoiaria qualquer coisa que nós (o Congresso) propuséssemos".

A associação de combustíveis renováveis, um grupo comercial, disse que Obama esteve firme no apoio ao etanol, ao biodiesel, e a outros biocombustíveis durante sua campanha.

"Para cumprir a promessa oferecida pela indústria norte-americana do etanol, é crítica a expansão dos mercados para o produto", disse a associação nesta semana.

A produção de etanol triplicou desde 2003 e, de acordo com a última contagem, chegou a 10 bilhões de galões por ano. A indústria tem sido pressionada pelos preços altamente voláteis do petróleo e do milho.

A segunda maior produtora dos Estados Unidos, a VeraSun Energy Corp, entrou com um pedido de proteção à falência na semana passada.

(Reportagem de Charles Abbott)

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