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Setor cafeeiro aprova retirada de 6 milhões de sacas do mercado

São Paulo, 30 - Os membros do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), órgão que reúne governo e iniciativa privada do setor, em reunião realizada hoje em Brasília, aprovaram proposta do Conselho Nacional do Café (CNC) para a retirada de 6 milhões de sacas de 60 quilos de café do mercado. Segundo informações da assessoria do CNC, trata-se da formação de estoque estratégico por parte do setor privado.

Agência Estado |

Ao contrário do modelo de formação de estoques públicos, esse novo modelo, segundo o CNC, permite o retorno antecipado de parte desses cafés ao mercado caso a cotação evolua para o nível de preço estabelecido, que é de R$ 306,34. A fonte de recursos será o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Pela proposta, o setor privado renovará o volume de 6 milhões de sacas a cada dois anos, sempre no início (julho) do ano safra de bienalidade alta (safra cheia) do café, como a produção deste ano.

Para o presidente do CNC, Gilson Ximenes, este programa é importante porque não há previsibilidade com relação ao retorno desses cafés ao mercado, conforme ocorre com os financiamentos de estocagem. Segundo Ximenes, a previsibilidade do retorno dos cafés ao mercado nos financiamentos de estocagem tem provocado prejuízo ao produtor, considerando que há depreciação dos preços nos períodos em que se encontram os vencimentos das operações.

Conforme Ximenes, os níveis de preço, nesse novo modelo, é que determinarão o fluxo de retorno do café. Ele ressaltou que a iniciativa não causa ônus à União, além de os ganhos da valorização do estoque ficarem com o setor produtivo da cafeicultura. O Ministério da Agricultura deverá encaminhar voto à próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) para formalizar a adoção do programa. A reunião do CMN deverá ocorrer no fim de novembro.

A nova proposta dos produtores não contempla uma das principais prioridades do setor, que seria a realização de leilões de opção de venda ao governo, como havia informado Ximenes em entrevista à Agência Estado. Na ocasião, Ximenes considerava que o lançamento de contratos de opção de venda pública iria de encontro a uma outra reivindicação do CNC, que é a formação de estoque estratégico pelo governo, em um nível de cerca de 8 milhões de sacas de 60 kg. Atualmente, o estoque de café do governo é praticamente zero.

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