Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Setor automotivo sobre 1a queda anual de vendas em outubro

SÃO PAULO (Reuters) - Em meio à crise financeira internacional, as vendas de automóveis e comerciais leves novos no Brasil recuaram 11,6 por cento em outubro em relação a setembro, para cerca de 224,9 mil unidades, informou uma fonte da indústria nesta segunda-feira. Com relação a outubro do ano passado, o recuo dos emplacamentos do mês passado foi de 3,3 por cento, afirmou a fonte, citando dados preliminares de fechamento do mês. Em 2008, a queda é a primeira na comparação anual.

Reuters |

A associação que representa as montadoras instaladas no país, Anfavea, divulga dados consolidados do setor, incluindo produção e exportações, na próxima quinta-feira. Já a associação que congrega os concessionários publica balanço do mês ainda na quarta-feira.

Segundo a fonte, a Fiat, vendeu 53.397 automóveis e comerciais leves, recuando frente às 60.314 unidades emplacadas em outubro do ano passado. A Volkswagen comercializou 49.094 unidades ante 53.234 veículos um ano antes.

Em terceiro ficou a General Motors, com 44.019 automóveis e comerciais leves vendidos contra 48.816 unidades em outubro de 2007. A Ford teve leve recuo de 114 veículos licenciados na mesma comparação, para 22.588 unidades.

A queda nos emplacamentos acontece em um momento em que a indústria reclama de escassez do crédito para o financiamento de veículos, modalidade que é responsável por cerca de 70 por cento das vendas no mercado interno.

PACOTE AUTOMOTIVO

O setor automotivo foi atingido pela redução da oferta de crédito como decorrência da crise financeira global. Para suprir o setor de financiamento, os bancos oficiais vão entrar neste mercado. O acerto está sendo costurado entre o governo e montadoras, que tiveram uma primeira reunião na sexta-feira e seguem conversando nesta semana.

É possível que na quinta-feira, quando será divulgado o balanço das vendas, as medidas sejam apresentadas. A indústria de veículos movimenta cerca de 5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, um incentivo para um acerto com o governo.

O Banco do Brasil, que já atua em parte nesta área, e a Caixa Econômica Federal, mais voltada a bens imóveis, devem passar a oferecer carteiras de crédito para a compra de carros de passeio novos e usados pelo consumidor.

A possibilidade de aquisição pelo BB e pela Caixa de carteiras das montadoras, uma das medidas em estudo, é mais improvável, ficando esta ação restrita a bancos menores, se necessitarem.

Alguma atuação mais forte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na exportação de veículos, também atingida pela retração mundial, deve fazer parte do pacote.

Uma medida de ordem geral para as empresas também beneficiará as montadoras. Trata-se do alongamento, em estudo pela Receita Federal, do prazo para pagamento de tributos como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr. e Carmen Munari)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG