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Setor automotivo receberá US$ 17,4 milhões para evitar colapso

Washington, 19 dez (EFE).- O presidente americano, George W.

EFE |

Bush, anunciou hoje que concederá US$ 17,4 bilhões em empréstimos a General Motors (GM) e a Chrysler, e justificou a decisão ao assinalar que o país não pode permitir o colapso do setor.

A decisão da administração de Bush põe um ponto final a semanas de suspense sobre o futuro imediato do setor automotivo doméstico e foi amparada de forma imediata com satisfação pelos "Três Grandes de Detroit", GM, Ford e Chrysler.

O presidente eleito, Barack Obama, também expressou seu apoio à decisão da Casa Branca e argumentou de forma similar que o colapso do setor "teria tido conseqüências devastadoras" na economia e nos trabalhadores do país.

De acordo com o plano anunciado pela Casa Branca, a General Motors e a Chrysler receberão de forma imediata US$ 9.400 e US$ 4 bilhões, respectivamente, e em fevereiro a GM terá acesso a outros US$ 4 bilhões.

A Ford, o segundo maior fabricante de automóveis americano, não pediu por enquanto ajuda financeira a Washington.

Durante uma entrevista coletiva realizada em Detroit pouco depois do anúncio de Bush, os principais diretores da GM disseram que terão acesso ao dinheiro no dia 29 de dezembro.

Os recursos destinados ao setor virão do plano de resgate da indústria financeira que o Congresso aprovou há alguns meses, no valor de US$ 700 bilhões.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse hoje que com a ajuda para a indústria automotiva já se gastou a primeira parte do plano, US$ 350 bilhões, e anunciou que vai pedir ao Congresso que lhe dê acesso à outra metade.

As ajudas financeiras para as montadoras mantêm as mesmas condições contidas no projeto de lei pactuado pela Casa Branca e pela Câmara de Representantes (Deputados) para outorgar US$ 14,4 bilhões para GM e Chrysler, mas que acabou sendo bloqueado pelos republicanos no Senado.

O principal requisito é que GM e Chrysler terão que apresentar antes do dia 31 de março planos detalhados da viabilidade de suas empresas.

Se o Governo federal considerar que não reúnem as condições necessárias, os dois fabricantes terão que devolver o dinheiro emprestado.

O presidente da GM, Rick Wagoner, disse estar confiante em que sua companhia cumprirá na data os requisitos impostos por Washington e que a quantidade de dinheiro proporcionada "será suficiente" para efetuar as profundas mudanças estruturais necessárias.

A GM também disse que está "ansiosa" para iniciar conversas com o sindicato United Auto Workers (UAW) para reabrir o convênio coletivo.

Durante seu discurso, Bush mencionou de forma expressa aos sindicatos. Uma das principais razões da oposição dos senadores republicanos ao fracassado projeto de lei foi a necessidade de extrair mais concessões aos representantes dos trabalhadores.

O chefe da Casa Branca disse que as firmas terão que "pôr seus planos de previdência no caminho da sustentabilidade" e, especialmente, "tornar seus salários competitivos com os dos fabricantes estrangeiros que operam nos Estados Unidos".

"As empresas e os sindicatos devem entender o que está em jogo e tomar as decisões difíceis necessárias para a reforma", declarou.

"Estas condições enviam uma mensagem clara a todos os que estão envolvidos no futuro dos fabricantes: é o momento de tomar decisões difíceis para serem viáveis", asseverou Bush, repetindo que se não for assim, "a única opção será a concordata".

Neste sentido, Wagoner insistiu em que a opção da concordata teria "um elevado custo" e que sua "intenção é continuar em frente com este processo e iniciar um plano que não requeira" a moratória.

O presidente da Chrysler, Bob Nardelli, disse em comunicado que a empresa está comprometida em cumprir os requisitos impostos pelo plano e apontou que já "assinaram uma carta de intenções que detalha os requisitos específicos que devem ser conseguidos".

Nardelli também revelou que o Cerberus, o acionista majoritário da empresa, "concordou em renunciar a qualquer lucro que o empréstimo pudesse criar e qualquer outra ajuda governamental que a companhia possa obter". EFE crd/ma

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