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Setor agrícola pode receber 2 bi para enfrentar a crise, diz ministro

BRASÍLIA - Segundo informações do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a equipe econômica do governo estuda injetar R$ 2 bilhões no setor agrícola para driblar a falta de crédito. A idéia é investir o capital de giro nas cooperativas de crédito ou de produção.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

 

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Na avaliação do ministro, que participa nesta terça-feira de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, os bancos não estão repassando para o produtor as vantagens que têm recebido do governo. Há muitas questões burocráticas, mas há uma dificuldade geral no setor. Os bancos não estão fazendo com que os recursos liberados pelo governo cheguem à ponta. Sem contar que quando chegam os juros são muito elevados. Enquanto o governo repassa o crédito para os bancos a 4% de juros, eles repassam aos produtores entre 12% e 15% de juros ou mais, disse. 

As multinacionais que de costume financiam 60% da produção brasileira reduziram os investimentos por causa da queda do preço das commodities e devem bancar apenas 25% da produção este ano. Os bancos privados também enxugaram a oferta de crédito e devem financiar apenas 30% do mercado agrícola, contra 50% que respondiam antes da crise.

Ainda de acordo com Stephanes, o governo precisa fazer um acordo entre os produtores agrícolas e os ambientalistas sobre o Código Ambiental para evitar prejuízos à produção. Temos uma visão clara que o corte florestal e o código ambiental não atende ao pressuposto de produzir e proteger. Ele foi elaborado com vícios e erros que precisam ser corrigidos, afirmou.

Na última quinta-feira foi publicado no Diário Oficial da União um decreto assinado pelo presidente Lula que impede o IBAMA de cobrar as multas aplicadas para quem desmatou reservas legais pelo próximo ano. Ainda segundo o decreto, para ser beneficiado, o desmatador só precisa apresentar o protocolo de pedido de regularização da reserva legal junto ao órgão ambiental competente.

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