Os funcionários do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável por boa parte dos sistemas de informática do governo federal, devem fazer amanhã uma paralisação de 24 horas, como parte da mobilização da categoria para reivindicar aumento salarial. Segundo uma das coordenadoras do movimento, a servidora Telma Dantas, os trabalhadores reivindicam um reajuste total de quase 21%.

Ela informou que a proposta do Serpro é de um reajuste de 5,04%, considerada inaceitável pela categoria. Os trabalhadores do Serpro decidiram que, se não houver um avanço nas negociações, uma greve por tempo indeterminado será iniciada no próximo dia 15.

Representantes do movimento dos servidores do Serpro fazem uma manifestação em frente ao Ministério da Fazenda, no início desta tarde. Eles solicitaram uma audiência com o ministro interino, Nelson Machado, para lhe entregar um abaixo-assinado com as reivindicações, mas, segundo Telma Dantas, Machado não os atendeu, alegando que não está autorizado a receber o documento.

Além do reajuste salarial, os trabalhadores do Serpro reivindicam da empresa a negociação de um Plano de Cargos e Salários. "Até agora, este projeto tem sido feito de forma unilateral, sem a nossa participação", afirmou a coordenadora.

O Serpro conta com cerca de dez mil funcionários em todo o País e é responsável por sistemas como o Siafi (que registra as despesas do setor público), Siscomex (que registra operações de comércio exterior) e pelos sistemas da Receita Federal, inclusive o da arrecadação. Os salários do funcionários do Serpro variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

Os servidores do Dataprev, empresa responsável pela área de tecnologia da Previdência Social, também participam da mobilização pelo reajuste salarial e devem fazer uma paralisação no próximo dia 11.

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