Serviços e manufaturas crescem menos na zona do euro

Por Jonathan Cable

LONDRES, 23 de setembro (Reuters) - O ritmo do crescimento dos setores de serviços e manufatureiro da zona do euro desacelerou muito mais que o esperado em setembro, apesar de um maior otimismo dos empresários sobre o futuro.

O instituto Markit disse que os dados da pesquisa com gerentes de compra dos setores indicam crescimento econômico de 0,6 por cento no terceiro trimestre, menos que a taxa de 1 por cento registrada entre abril em junho, que surpreendeu os mercados.

O índice do setor de serviços, feito com cerca de 2 mil empresas, caiu para 53,6 na leitura preliminar deste mês, comparado ao dado de 55,9 em agosto.

Foi a menor leitura desde fevereiro, mas, apesar da queda, o dado segue acima da linha de 50 que separa a contração da expansão, por cerca de um ano. Analistas consultados pela Reuters esperavam 55,5.

O crescimento do setor manufatureiro, que induziu grande parte do retorno da zona do euro à expansão no terceiro trimestre do ano passado, desacelerou para o menor ritmo desde janeiro. O índice caiu de 55,1 para 53,6, abaixo das previsões de 54,5.

O indicador composto, que engloba os dois setores, caiu para 53,8 em setembro, após 56,2 em agosto e previsão de 55,7.

ENCOMENDAS DESACELERAM

A medida de novas encomendas ao setor manufatureiro recuou de 55,3 para 52,8 em setembro, o menor patamar em um ano, refletindo a desaceleração do comércio global nos últimos meses. O índice de novos negócios do setor de serviços teve o mesmo declínio.

"As novas encomendas têm caído muito e, em particular, quando você olha para as encomendas de exportação, que também estão caindo para o nível de 50, os elementos de longo prazo da pesquisa estão no lado mais fraco", disse Ben Matthews, da RBS.

Dados oficiais mostraram na quarta-feira que o volume de novas encomendas à indústria da zona do euro encolheu o dobro do esperado em julho sobre junho, pressionado pela queda da demanda por bens de capital e bens de consumo duráveis.

O componente de emprego do índice caiu de 51,7 para 51,3, sugerindo que as empresas contrataram menos trabalhadores do que em agosto.

O componente de expectativas no setor de serviços aumentou para 68,1 neste mês, ante 67,1 em agosto, registrando a melhor leitura desde abril.

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