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Serra usará dinheiro da Nossa Caixa em agência de fomento e obras

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra, informou hoje que, do total de R$ 5,386 bilhões que receberá do Banco do Brasil (BB) pela venda da Nossa Caixa, R$ 1 bilhão serão destinados à Agência de Fomento do Estado de São Paulo, que deverá ser criada em abril do ano que vem. Segundo Serra, o objetivo do novo órgão será estimular investimentos no estado voltados prioritariamente para geração de empregos. O governador informou ainda que a instituição será enxuta - terá 50 funcionários - e será operada por meio do Banco do Brasil.

Valor Online |

"Isso mantém e amplia as ações que eram feitas pelo banco comercial, por meio do banco de fomento", disse.

O montante restante relacionado com a venda, de R$ 4,386 bilhões, será dividido em outros investimentos, sendo que a maior parcela deverá ficar com as obras do Metrô e dos trens metropolitanos, além de outros empreendimentos ligados ao transporte ferroviário. Rodovias e estradas vicinais também estão no programa, com a construção de 350 acessos rodoviários a municípios. Saúde, educação e segurança também serão contemplados com parte dos recursos.

De acordo com Serra, as obras do Rodoanel que estão em andamento não receberão aportes vindos desta operação. No entanto, uma parte da quantia será destinada para o processo de licitação do trecho Leste do Rodoanel "o quanto antes". Ainda no quesito rodoviário, o governador informou que pretende colocar em licitação ainda em janeiro o aumento de uma pista em cada lado da Marginal Tietê. Serão 15 quilômetros de vias, orçadas em R$ 700 milhões.

Ao falar sobre o preço de venda da Nossa Caixa, o governador procurou colocar o montante em perspectiva. Embora tenha considerado "um bom preço", Serra lembrou que o total a ser recebido em 18 parcelas a partir de março equivale a 9% dos investimentos do governo programados no mandato de quatro anos e a um mês e meio da folha de pagamento do Estado de São Paulo.

A respeito da Agência de Fomento, Serra explicou que ela funcionará como uma espécie de BNDES estadual, mas que vai priorizar investimentos de pequenas e médias empresas, que são grandes empregadoras. "Isso equaciona um problema de financiamento. Pois os pequenos e médios não têm acesso ao banco de desenvolvimento", afirmou.

Embora não goste do nome dado ao novo órgão, o governador disse que tem até abril do ano que vem para definir a nomenclatura oficial da instituição e não descartou a hipótese de chamá-la de Nossa Caixa Investimentos.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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