SÃO PAULO - O pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, evitou hoje polemizar com o presidente Lula e reafirmou que disputará a eleição de outubro contra Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). Desta forma, o tucano espera conter o desejo dos governistas que cobram uma campanha com foco na comparação entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

SÃO PAULO - O pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, evitou hoje polemizar com o presidente Lula e reafirmou que disputará a eleição de outubro contra Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). Desta forma, o tucano espera conter o desejo dos governistas que cobram uma campanha com foco na comparação entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil deve decidir entre as pessoas que aqui estão, que são a Marina, a Dilma e eu. A população deve decidir em função disso, olhando para o presente e o futuro", afirmou Serra durante entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes. O tucano evitou fazer maiores comentários sobre a provável saída do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da corrida presidencial e das críticas destinadas ao presidente Lula e à ex-ministra. Segundo Serra,"sapo de fora não chia". Impaciente sobre o desfecho de sua candidatura ao Palácio do Planalto, Ciro disse na semana passada que Serra está mais preparado do que Dilma para comandar o país e que Lula"navega na maionese". "Isso aconteceu dentro da aliança deles. Claro que prefiro que o Ciro fale bem de mim do que o contrário. Mas eu preferi não opinar nisso porque não sei os desdobramentos", alegou. Serra também evitou responder às críticas do senador Aloizio Mercadante (SP) às enchentes na capital paulista. Mercadante é o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, cargo que o tucano ocupava até começo do mês, quando se desincompatibilizou para poder concorrer à sucessão de Lula."Responder ao Mercadante é um atraso de vida. Eu não sou candidato a governador e ele é", concluiu. Ao falar sobre o crime organizado, o ex-governador defendeu que os bandidos devem ser tratados com"dureza". Para isso, propôs a criação de um Ministério de Segurança Pública. (Fernando Taquari | Valor)
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