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Serra e Aécio lançam pacotes para estimular setor produtivo

Os dois principais governadores do PSDB que disputam vaga para concorrer à Presidência da República em 2010 lançaram ontem pacotes de ajuda ao setor produtivo para enfrentar os efeitos da crise internacional. Em São Paulo, José Serra anunciou uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para os bancos das montadoras financiarem a compra de veículos.

Agência Estado |

Pouco depois, Aécio Neves disponibilizava, em Minas Gerais, R$ 470 milhões para empréstimo às empresas, além de medidas tributárias como ampliação de prazo para recolhimento de impostos. Ambos programas terão recursos dos bancos estaduais - Nossa Caixa, em São Paulo, e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Na cerimônia de anúncio do pacote no Palácio dos Bandeirantes, no início da tarde, Serra teve como reforço o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Convidado um dia antes pelo próprio governador, ele disse que abriu espaço em sua agenda.

"Num momento em que vivemos no mundo uma crise de liquidez, é importante que governos tomem iniciativas como estas para impedir que a crise se instale entre nós", afirmou o ministro, que acabou assinando o protocolo entre governo e montadoras "como testemunha", segundo definiu o governador.

Mantega ressaltou que o Brasil não tem os mesmos problemas que os Estados Unidos e a União Européia, "que se meteram em aventuras financeiras". Mas admitiu que o crescimento do País será "um pouco" menor do que se previa. "Porém, não há nenhuma necessidade de interrupção do crescimento." O ministro acredita que a indústria automobilística tem condições, pelo menos, de manter o nível de vendas de 3 milhões de veículos ao ano.

Em solenidade concorrida no Palácio da Liberdade, no meio da tarde, Aécio Neves assinou seis decretos para adoção das medidas. Um deles permite que o BDMG utilize recursos próprios, de até R$ 200 milhões, para financiar a compra de máquinas e equipamentos. Segundo o governador mineiro, o objetivo é manter o nível de investimento da indústria do Estado "frente à escassez e demora de liberação de recursos do Finame - linha de crédito do BNDES".

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