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Senadores do PMDB relançam tese de candidatura presidencial própria

BRASÍLIA - A bancada do PMDB no Senado vai defender ao comando partidário o lançamento de candidatura própria a presidente da República em 2010, estando ou não em aliança com o PT. Como o PMDB não tem um nome natural para a disputa, os senadores vão propor que a Executiva do país empenhe-se para projetar nacionalmente uma das lideranças regionais da legenda.

Valor Online |

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi a liderança mais lembrada em jantar que reuniu 18 dos 20 senadores pemedebistas, na quarta-feira, na casa do senador Valter Pereira (MS).

A avaliação feita no encontro é que, sem Luiz Inácio Lula da Silva como candidato, o PT também estará sem candidato natural em 2010. " Na próxima eleição presidencial, todo mundo é japonês " , definiu um dos participantes, referindo-se também à situação do PSDB que não tem um candidato natural, já que há dois disputando a vaga: os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

O PMDB, como maior partido do país e ainda mais fortalecido pelas eleições municipais, tem todas as credenciais para encabeçar uma chapa, na opinião dos senadores. Para isso, precisa construir um candidato viável. " O PT tem cabeça (Lula), mas não tem corpo. E o PMDB tem corpo, mas não tem cabeça " , disse Geraldo Mesquita (AC) durante o jantar.

Cabral foi apontado como o nome do partido com mais visibilidade, pela projeção nacional dada pela vitória do seu candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). A pedido dos colegas, a senadora Roseana Sarney (MA) - pré-candidata a presidente da República quando filiada ao PFL - contou como ganhou projeção nacional naquela ocasião. Relatou a estratégia do então presidente do partido, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC): dar a ela espaço privilegiado em todos os programas e programas partidários.

O jantar dos senadores do PMDB foi marcado pelo líder, Valdir Raupp (RO), para que a bancada discutisse a eleição do próximo presidente do Senado, em fevereiro de 2009. Sobre esse assunto não houve decisão, mas a tendência manifestada foi pelo lançamento de candidato próprio, em vez de ceder a vaga ao PT. Mesmo sendo a quarta bancada, o PT lançou Tião Viana (AC). Renan Calheiros (AL), que já foi líder e presidente do Senado - cargo do qual se afastou por causa dos processos por quebra de decoro abertos contra ele -, foi um dos mais enfáticos na defesa de candidatura própria no Senado.

" O PMDB não pode abrir mão " , disse ele na reunião. Renan afirmou ter avisado Lula que " é impossível " que o PT faça o presidente do Senado. Em jantar com Renan, José Sarney (PMDB-AP), o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e outros líderes pemedebistas, Lula disse apoiar a eleição de Temer para presidente da Câmara e defendeu um petista no Senado, em nome da harmonia entre os aliados nos dois últimos anos do seu governo.

Na ocasião, o presidente afirmou que só apoiaria um senador do PMDB se a escolha fosse Sarney. Mas o ex-presidente da República (1985-90) e ex-presidente do Senado voltou a rejeitar essa possibilidade durante o jantar. " Não aceito, não quero e estou fora disso " , teria dito.

Senadores próximos de Sarney dizem que ele acabaria concordando, se sua candidatura fosse consensual. E, principalmente, se Lula fizer um apelo para que ele aceite. Na bancada do PMDB, o assunto provoca divergência. Um grupo de senadores queixa-se, nos bastidores, de que o governo prestigiar apenas Sarney e seu grupo político - que não representariam os anseios da maioria.

A próxima está prevista para a primeira quinzena de novembro na casa de Garibaldi Alves (RN), atual presidente do Senado. O presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), deverá ser convidado a participar.

(Raquel Ulhôa | Valor Econômico)

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