Os escândalos sobre supostos desvios de verbas nas obras em Cumbica ocuparam boa parte das investigações da CPI do Apagão Aéreo do Senado, encerrada em outubro. O relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), denuncia a existência de vícios na licitação.

Entre as irregularidades, aponta a suspeita de direcionamento, pois não houve incentivo à ampla competição entre empreiteiras. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) teria optado por modelo de contrato único para realizar vários serviços de engenharia.

Demóstenes lembra que "essa medida restritiva de concorrência" contraria a Lei de Licitações no artigo em que prevê que "obras, serviços e compras efetuadas pela administração serão divididas em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente viáveis".

Ao tomar conhecimento da avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU), o senador disse lamentar que os problemas gerados, segundo ele pela "corrupção monstruosa", não tenham sido sanados pela Infraero. "Vejo com tristeza que a estatal continue com a prática de ignorar as recomendações do TCU."

O relatório final da CPI conduzida por ele pediu o indiciamento de 14 pessoas, mas, por pressão do governo, excluiu nove nomes da lista inicial, entre eles o do ex-presidente da Infraero Carlos Wilson.

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