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Senador dos EUA busca consenso difícil para regras do setor financeiro

WASHINGTON - Visando combinar as prioridades da administração Barack Obama e dos republicanos, o senador Christopher Dodd, presidente da Comissão de Assuntos Bancários do Senado dos EUA, busca o consenso para a proposta que amplia os poderes do Federal Reserve (Fed) e cria uma entidade de proteção ao consumidor com menos autoridade do que gostaria Obama. O projeto que ele redigiu pretende evitar uma recorrência da crise financeira que levou Wall Street à beira do colapso 18 meses atrás. A proposta contempla restringir o tamanho e interconexões das grandes instituições financeiras uma vez consideradas muito grandes para quebrar e cria um mecanismo de desmantelamento para gigantes financeiros quebrados sem a ajuda do dinheiro dos contribuintes.

Valor Online |

Embora tentando conciliar pontos de vista, Dodd não conseguiu o apoio dos republicanos. Os democratas dentro e fora do comitê que o senador preside pretendem mudar as propostas voltadas ao consumidor.

"Os integrantes (da comissão) têm de tomar uma decisão", disse Dodd ontem em entrevista à AP. "Ao mesmo tempo que eles não devem gostar de tudo, não vou dar muito espaço a eles para dizer que não devemos fazer nada", acrescentou.

Em busca da conciliação, Dodd alterou significativamente as regulamentações financeiras que ele propôs quatro meses atrás, quando defendeu um único regular com poderes para supervisionar todos os bancos dos EUA e uma agência independente de proteção financeira para os consumidores.

Em vez disso, como prefere a administração Obama, o Fed deve ganhar a supervisão de todas as empresas financeiras - bancárias e não bancárias - que são consideradas as maiores e as mais interconectadas.

Para o Fed, o preço de tal poder é perder a supervisão de companhias holding bancárias menores, com menos de US$ 50 bilhões em ativos.

Além disso, para desalento de liberais e órgãos de defesa do consumidor, o Fed deve também abrigar uma entidade de proteção ao consumidor. Esta agência deve ser dirigida por um representante apontado e deve ter uma fonte independente de recursos que não está sujeita às apropriações do Congresso.

Seu poder, contudo, para redigir regulamentações deve ficar sujeito à revisão de um conselho de reguladores que pode vetar as regras ao consumidor com dois terços dos votos. Dodd deve propor que os Estados têm capacidade maior para impor as regras ao consumidor.

Entre as possíveis cláusulas da proposta de Dodd, está a de que instituições que são holdings bancárias, como Goldman Sacks e Morgan Stanley, não pode mudar seu status para fugir da supervisão do Fed.

É esperado que o Senador adote a proposta de seu colega Tim Johnson para conduzir um estudo de potenciais proteções ao investidor antes de redigir qualquer regulamentação.

(Associated Press)

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