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Senado tenta agilizar votação de plano para montadoras dos EUA

Washington, 11 dez (EFE).- Líderes do Senado dos Estados Unidos continuam hoje as negociações para agilizar a votação de um plano de resgate para as três principais montadoras, que enfrenta uma ferrenha oposição dos republicanos.

EFE |

Fontes legislativas consultadas hoje pela Agência Efe disseram que tanto democratas como republicanos estão envoltos em um debate sobre "assuntos de procedimento" e, por enquanto, não há reflexos de que o plano de resgate de US$ 14 bilhões possa ser votado ao longo de hoje.

O escritório do líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, inclusive não descarta que, perante o volátil panorama atual, a votação do projeto de lei se postergue até o fim de semana.

Embora se encontrem sob fortes pressões da Casa Branca, alguns republicanos deixaram clara a intenção de bloquear a votação do projeto de lei, que foi aprovado na noite desta quarta-feira na Câmara dos Representantes.

Durante um discurso de quase meia hora no plenário do Senado, o senador republicano do Tennessee Bob Corker defendeu hoje seu plano alternativo para, entre outras coisas, obrigar as montadoras a reduzir suas dívidas e se declarar em quebra.

"Minha proposta é muito singela: encontremos o dinheiro que as empresas pedem, mas exijamos em troca condições", disse Corker, cujo estado conta com uma fábrica da General Motors.

Segundo Corker, os problemas das empresas estão intimamente vinculados com "sua estrutura de capitais" e seus custos trabalhistas.

E insistiu que sua proposta "é adequada, singela, resolve o problema e ajuda as companhias a melhorar".

Corker disse que esta manhã falou por telefone com os diretores da GM e com o presidente de UAW, Ron Gettelfinger, sobre a proposta.

No Congresso, os legisladores estão conscientes do caos que geraria o colapso das empresas e que a possível demissão de milhões de trabalhadores debilitaria até mais a já desgastada economia americana.

No entanto, persistem as pugnas sobre vários pontos-chave, e um deles gira em torno da autoridade que teria um indicado para supervisionar a gestão dos fundos e a reforma do setor.

A legislação aprovada pela Câmara dos Representantes obriga as empresas a limitar os salários e compensações de executivos, os dividendos de acionistas, e a elaborar um plano detalhado, para 31 de março de 2009, sobre a viabilidade a longo prazo.

Como pedem os democratas, o dinheiro sairia de um programa do Departamento de Energia arquitetado para a fabricação de carros mais eficientes e ecológicos. EFE mp/rr

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