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Senado dos EUA debaterá plano de estímulo hoje, com voto na terça

Washington, 7 fev (EFE).- O plenário do Senado dos Estados Unidos debaterá hoje durante cerca de quatro horas o plano de estímulo econômico, depois que um grupo de republicanos e democratas alcançou um princípio de acordo a respeito, mas a votação só ocorrerá na terça-feira, no mínimo.

EFE |

O líder dos democratas no Senado, Harry Reid, marcou hoje um voto de procedimento para segunda-feira à tarde, passo prévio para a decisão final sobre o plano.

Isso significa que, se os republicanos não colocarem objeções, a votação final seria na terça-feira.

A ratificação do plano abriria as negociações entre o Senado e a Câmara de Representantes (Câmara Baixa) para harmonizar as versões do plano de estímulo aprovadas por cada órgão.

Essas conversas deverão ser difíceis, pois os projetos de lei diferem em aspectos importantes, como o montante total de dinheiro destinado aos estados que tiveram que despedir funcionários e cortar serviços públicos por causa da crise.

Mesmo assim, os líderes democratas querem ter o documento pronto antes de 16 de fevereiro, data que tinha sido marcada como objetivo pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O caminho para chegar a essa meta foi preparado ontem à noite, quando negociadores dos dois partidos alcançaram um princípio de acordo no Senado, após tirarem cerca de US$ 110 bilhões de despesas e cortes tributários do projeto de lei inicial.

Com isso, o texto atual contempla usar cerca de US$ 827 bilhões de dólares em dois anos para tentar reaquecer a economia americana, que está em recessão desde 2007.

O pacote inclui reduções de impostos temporários, incentivos econômicos para a compra de casas e automóveis, e um aumento do seguro-desemprego e para a aquisição de planos de saúde, e de ajudas alimentícias para os pobres.

Os democratas contam com 58 votos no Senado, frente aos 41 dos republicanos, mas precisam de 60 cadeiras para superar um possível bloqueio do voto com táticas dilatórias por parte do partido da oposição.

O princípio de acordo da sexta-feira garantiu três votos republicanos, o que garante a aprovação do pacote se não houver dissidentes entre os democratas. EFE cma/an

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