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O Senado americano aprovou ontem por 75 votos a favor e 25 contra o projeto de lei que autoriza o pacote de US$ 700 bilhões para estabilizar o sistema financeiro. Agora o projeto precisa passar pela Câmara, que deve votá-lo até amanhã.

Após a votação, o presidente George Bush disse que a economia americana necessita que a Câmara aprove o plano de socorro financeiro. "O povo americano espera - e nossa economia precisa - que a Câmara de Representantes aprove este bom texto esta semana e o envie ao meu gabinete" para sanção. Em discurso antes da votação, o candidato democrata à presidência, senador Barack Obama, disse que "não podemos nos arriscar a enfiar a economia americana e do mundo em um buraco". "Esta não é uma crise em Wall Street, mas uma crise nos Estados Unidos - a economia americana precisa desse pacote de resgate."

O novo projeto prevê mais de US$ 150 bilhões em incentivos fiscais a empresas. Entre as mudanças no texto, está o aumento no limite do seguro federal para contas correntes, de US$ 100 mil para US$ 250 mil, válido por um ano; a prorrogação de vários incentivos fiscais para empresas e mudanças em impostos. Essas eram reivindicações dos republicanos e podem ajudar a amolecer o bloco dos conservadores da Câmara. Mas as mesmas medidas podem desagradar a facção fiscalmente conservadora dos democratas, que se opõe à prorrogação dos incentivos fiscais sem encontrar fontes de receita proporcionais. A primeira versão do pacote, apresentada pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha apenas três páginas. A versão rejeitada pela Câmara, na segunda-feira (dia 29) tinha 110 páginas, e o projeto aprovado ontem no Senado tem mais de 450. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.