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Senado cobra do BC ação firme contra spread bancário

Senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) cobraram hoje do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, uma posição firme do BC contra os spreads elevados praticados pelos bancos brasileiros. Nada justifica spreads desse tamanho, disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

Agência Estado |

Segundo ele, mesmo os bancos oficiais vêm cobrando spreads elevados. Spread é a diferença de taxa entre a captação dos recursos pelo banco e a que é oferecida ao tomador final.

Casagrande disse que o BC precisa tomar medidas para fazer com que os bancos reduzam os spreads. Segundo o senador, os bancos se acostumaram a ganhar dinheiro de forma fácil: "E quem ganha dinheiro fácil acaba tendo dificuldade para mudar de comportamento."

O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) também cobrou medidas de Meirelles para redução dos spreads e dos juros cobrados pelos bancos. "As taxas viraram um inferno", afirmou. Ele contou que tem uma única conta no sistema financeiro, que é no Banco do Brasil, e afirmou que também nessa instituição as taxas são altas. Disse que quer ver os bancos oficiais com uma atuação mais forte. O senador Aldemir Santana (DEM-DF) afirmou que tem havido uma "superdosagem" de juros.

Dilma

Em São Paulo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que o governo está extremamente preocupado com as questões relacionadas aos juros básicos da economia brasileira e aos spreads praticados no mercado. "Até agora, não há nenhuma observação à política monetária do Brasil", afirmou, acrescentando que a condução feita pelo Banco Central, por ora, foi fundamental para que o Brasil chegasse no momento de crise mais bem preparado do que no passado. "Mas que esta será uma questão fundamental no próximo ano, será", ponderou.

Dilma enfatizou a necessidade de redução do custo para o crédito neste momento. E lembrou que a conjuntura internacional é de queda generalizada dos juros. "No Brasil, temos que aproveitar o momento", sugeriu. Segundo ela, o País ainda possui condições de fazer política monetária e fiscal. A ministra lembrou que vários países do mundo não possuem hoje essa margem de manobra porque os juros de muitos países estão próximos de zero e, portanto, a política monetária nessas nações acabou perdendo seu efeito.

Política monetária

Ao encerrar sua participação na sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reagiu às críticas de que o BC é conservador e que os juros no Brasil são extremamente elevados. Segundo ele, mesmo com a política monetária executada pelo Banco Central, o Brasil apresentou um crescimento econômico elevado e também um aumento da demanda.

Meirelles disse que a história mostrará o acerto das decisões do Banco Central. Sobre a última decisão do Copom de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano ele afirmou: "O futuro vai mostrar. Aqui estou discutindo os efeitos até agora". O presidente do BC também destacou o crescimento dos investimentos no País. Ele afirmou que a estabilidade nos preços e da economia é fundamental para o aumento dos investimentos no país. Ele apresentou dados sobre a venda no varejo e afirmou: "Com esta taxa de crescimento, não podemos dizer que o Banco Central está errando a mão".

E reafirmou: "O Banco Central está comprometido com as metas de inflação e tem feito uma política monetária na dosagem certa para permitir que o país continue crescendo". O acerto da política monetária, segundo ele, é comprovado pela curva de inflação. "Se o BC tivesse errado, a curva de inflação estaria abaixo do piso da meta traçado pelo Conselho Monetário Nacional. Olhando esta curva, o Banco Central teria que aumentar os juros", afirmou.

Desemprego

A CAE do Senado aprovou, durante a audiência em que ouviu o presidente do BC, a criação de uma subcomissão para combater o desemprego no País. Os integrantes da subcomissão serão designados após 1º de fevereiro de 2009, quando será eleito um novo presidente da CAE em substituição ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O autor da proposta de criação da subcomissão foi o senador Renato Casagrande (PSB-ES). Ele sugere que a subcomissão elabore um plano para combater o desemprego e "profissionalize" o acompanhamento e a análise das medidas que o governo já tomou para enfrentar os efeitos da crise financeira internacional.

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