Após quase 11 horas de debate, o Senado argentino aprovou, ontem à noite, a reestatização da companhia Aerolíneas Argentinas e Austral. A decisão foi tomada por uma maioria de 46 votos contra 21.

A bancada de apoio à presidente Cristina Kirchner deu o sinal verde para que o governo avance na compra das ações da empresa, mas o valor da companhia ainda não foi definido.

Foi a primeira votação importante que o Executivo teve que enfrentar após a dura derrota, há quase dois meses, do projeto sobre o aumento dos impostos de exportações de grãos, decidida pelo voto do vice-presidente Julio Cobos. O líder do bloco oficial, senador Miguel Pichetto, responsabilizou o grupo espanhol Marsans (atual proprietário da empresa aérea) pela situação atual da empresa e atacou duramente o governo da Espanha por "depredar" a companhia.

"O Estado espanhol esteve comprometido e o digo plenamente convencido, seu comportamento foi lamentável", disse o senador Pichetto. A oposição, por sua vez, questiona sobre quem assumirá o passivo de US$ 890 milhões da companhia e defende sua falência. Os parlamentares reconheceram que agora é preciso discutir sobre o que fazer com o passivo da Aerolíneas e qual é o preço que vale a companhia.

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