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Senado aprova projeto que incentiva redução de área para criação de gado na Amazônia

BRASÍLIA - A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou hoje (2), em caráter terminativo, projeto de lei que propõe alterar a Lei Agrícola Brasileira com objetivo de estimular a substituição do sistema de pecuária extensivo, empregado em grandes áreas, pelo intensivo, como ocorre em países desenvolvidos.

Valor Online |

Aprovado anteriormente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a proposta segue direto para apreciação da Câmara dos Deputados. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) criticou a proposta, afirmando que no Brasil é impossível a criação de gado sem o sistema extensivo.

De acordo com texto do projeto, com a expectativa de crescimento da produção de biocombustíveis, há a preocupação com o avanço de outras culturas e também da pecuária em direção à Floresta Amazônica.

A idéia é conceder incentivos especiais aos produtores para que promovam a troca da criação de gado empregada em grandes áreas pela produção em pastos menores. Também há a previsão de conciliar a criação dos bois com a produção de outras culturas, como soja, milho ou cana-de-açúcar na área excedente.

Para o presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, não há como separar o sistema extensivo do intensivo. Boi não é como frango ou suíno. Não se engorda um boi com 30, 40 dias [como ocorre na produção de aves], disse Nogueira.

Ele explicou que para engordar um boi é preciso, primeiramente, ter uma fêmea para parir o bezerro. Para tanto, acrescentou, as fêmeas têm que ser criadas extensivamente. Depois, existe ainda o período de cria do gado, que também tem que ser no sistema extensivo, argumentou Nogueira. Diferentemente de outros países, o gado brasileiro não vai diretamente para o confinamento, comparou o presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da CNA
Aqui, ele é recriado, pelo menos por um ano e meio no pasto, no sistema extensivo. O regime de criatório intensivo no Brasil é feito exclusivamente para a fase de terminação. Ou seja, nos últimos 90 dias antes do abate. Antes disso, não há como trocar, reforçou Nogueira.

Segundo ele, retirar o bezerro do pasto antes do tempo e transferi-lo para o confinamento, ou seja, para o sistema de pecuária intensiva, iria inviabilizar a produção. Não compensa. Pela renda e pelas condições brasileiras isso é praticamente impossível, pontuou.

Apesar de criticar a alteração proposta pelos senadores, Antenor Nogueira afirma que a CNA está disposta a discutir o projeto. Acho que teria que haver mais discussão sobre o assunto. E a CNA está disposta a contribuir com o debate.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado também aprovou hoje projeto de lei com objetivo de estimular o desenvolvimento do sistema orgânico de produção agropecuária.

(Agência Brasil)

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