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Senado aprova pacote financeiro nos EUA

O Senado americano adotou nesta quarta-feira, por 74 votos a 25, o plano de socorro financeiro de 700 bilhões de dólares elaborado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson.

AFP |

O projeto, que recebeu várias emendas, voltará agora à Câmara de Representantes, que rejeitou o texto original de Paulson, na segunda-feira passada.

O pacote aprovado pelo Senado traz diversas emendas adotadas para agradar os deputados que votaram contra o plano original.

Entre as principais emendas estão a ampliação do limite de garantia dos depósitos bancários nos Estados Unidos, de 100 mil dólares para 250 mil dólares, e benefícios fiscais para a classe média e as empresas.

Sob o nome de "Lei de Estabilização Econômica de Emergência", o plano concede poderes sem precedentes a Paulson para socorrer o setor bancário e restabelecer as linhas de crédito nos Estados Unidos.

O eixo do plano é o resgate dos créditos podres das instituições financeiras, que tiveram origem na crise dos empréstimos imobiliários de risco ("subprime").

Ao comentar a decisão do Senado, o presidente George W. Bush afirmou que a economia americana "precisa" que a Câmara de Representantes aprove o plano.

"O povo americano espera - e nossa economia precisa - que a Câmara de Representantes aprove este bom texto esta semana e o envie ao meu gabinete" para sanção.

"O texto que o Senado aprovou é essencial para a segurança financeira de cada americano. Agora, a Câmara de Representantes receberá esta legislação de socorro, com as mudanças que fez o Senado, e penso que os membros dos dois partidos na Câmara podem apoiá-lo", disse Bush.

Paulson festejou a decisão do Senado e pediu à Câmara que faça o mesmo rapidamente.

"Felicito o Senado pela votação forte e pluralista desta noite". A adoção do texto "envia uma mensagem positiva: que estamos dispostos a proteger a economia para que os americanos possam ter acesso ao crédito de que necessitam para criar empregos e fazer funcionar as empresas".

"Apelo à Câmara para que atue rapidamente e adote este projeto de lei", disse Paulson.

Os candidatos republicano e democrata à presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barack Obama, apelaram aos senadores para que aprovassem a medida sem demora.

"Devemos nos unir para vencer o medo. Não podemos falhar", disse Obama ao defender o plano, citando o ex-presidente democrata Franklin D. Roosevelt, a quem atribuiu a restauração da confiança após a crise financeira da década de 30 nos Estados Unidos.

"Hoje não podemos falhar, não podemos hoje, amanhã ou no próximo ano", disse Obama ao Senado, lembrando que a atual crise não é apenas de Wall Street, mas "uma crise americana".

"Há apenas um caminho para os americanos, e triunfaremos ou falharemos nesta viagem como uma só Nação, um só povo".

"Sei que muitos americanos estão preocupados agora com seus empregos, suas casas e suas poupanças, mas também sei que podemos sair desta crise. Sempre fizemos isto", garantiu Obama.

John McCain, que não discursou na tribuna do Senado, advertiu que "se o projeto fracassar, a crise se transformará em desastre".

O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, destacou em seu discurso que "em plena campanha presidencial", foi possível esta união em torno do plano, "em um dos maiores momentos da história do Senado".

vmt/LR

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