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Senado americano aprova pacote de US$ 838 bilhões

Numa votação apertada, o Senado dos Estados Unidos aprovou ontem sua versão do pacote de estímulo à economia americana no valor de US$ 838 bilhões. O plano que prevê corte de impostos e aumento de gastos do governo passou com 61 votos a favor e 37 contra.

Agência Estado |

Eram necessários 60 votos. A aprovação foi conseguida com o apoio de três republicanos que se uniram à maioria democrata.


O próximo passo é o Senado chegar a uma versão final do documento com a Câmara dos Representantes, que aprovou no dia 28 de janeiro um plano no valor de US$ 819 bilhões sem nenhum apoio republicano. Assim que o Congresso tiver o texto final, ele será submetido a uma nova votação e só então será enviado para a sanção do presidente Barack Obama. Ele quer que o pacote seja concluído até o Dia do Presidente, 16 de fevereiro. Líderes das maiorias democratas nas duas Casas disseram que farão o possível para concluir a versão final dentro do prazo.

Num encontro com eleitores em Fort Myers, no Estado da Flórida, Obama disse que a aprovação do pacote é uma "boa notícia". Mas acrescentou que impulsionar a economia é responsabilidade de todos e não de um só partido. "Criar postos de trabalho e fazer a economia dar a volta por cima é uma missão que está acima do partidarismo. Quando a cidade está em chamas, não olhamos de que partido cada um é, agarramos uma mangueira."

Na segunda-feira, Obama fez um apelo pela aprovação do pacote afirmando que o governo é a única entidade capaz de fazer a economia americana "voltar à vida". "É apenas o governo que pode quebrar o ciclo vicioso onde a perda do emprego leva as pessoas a gastarem menos dinheiro, o que leva a ainda mais demissões. E quebrar esse ciclo é exatamente o que o plano que está tramitando no Congresso foi desenhado para fazer." Ele disse ainda que a não aprovação "aprofundaria o desastre".

Os planos das duas Casas são parecidos, mas a oposição republicana conseguiu no Senado ampliar cortes de impostos e reduzir gastos sociais previstos no texto da Câmara. O do Senado, de US$ 838 bilhões, e o da Câmara, de US$ 819 bilhões, contêm combinações similares de cortes de tributos e incluem aumento nos gastos do governo, levantamento de fundos para benefícios de desemprego, assistência alimentar e investimentos em infraestrutura.

Mas as versões divergem em áreas importantes. A proposta do Senado, por exemplo, daria US$ 40 bilhões a menos aos Estados para impulsionar os gastos em educação e corta US$ 16 bilhões de um programa da Câmara para renovar e reconstruir escolas. E incluiu dois benefícios tributários bastante custosos, mas populares, para estimular a compra de carros e imóveis. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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