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Sem-terra paraguaios podem invadir terras de brasileiros

Assunção - Campesinos sem-terra encerraram hoje a trégua de 15 dias fechada com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e anunciaram a invasão de fazendas produtoras de soja de brasileiros. O anúncio foi feito no departamento (Estado) de San Pedro, no norte do país.

Agência Estado |

Julio Franco, prefeito de Lima, advertiu durante entrevista à rádio Uno, de Assunção, que "neste lugar nós andamos com armas de fogo. Sou portador de um revólver calibre 38 e uma pistola 9 milímetros".

Franco acrescentou que os sem-terra possuem escopetas e outras pessoas ameaçam comprar mais armas. Para o prefeito, há uma tensão entre os que querem a saída dos fazendeiros brasileiros e os que sustentam que na "democracia a justiça deve intervir". Franco se disse membro do segundo grupo. "Essa luta tem vários cenários: um é político, porque nossa ideologia é a igualdade e não a manutenção do privilégio dos latifundiários", afirmou Ramón Medina, líder da Organização Luta pela Terra, de esquerda. Medina falou também em Lima, em San Pedro, 400 quilômetros ao norte da capital.

Para Medina, há também o aspecto econômico: "Os campesinos não podemos seguir vivendo na pobreza, enquanto os invasores brasileiros cada dia têm mais propriedades paraguaias." O líder dos sem-terra disse que há uma previsão de aumento de mais de 400 mil hectares na produção de soja. "Isso é inadmissível", avaliou. Medina concedeu entrevista à rádio católica Cáritas. Ele afirmou que os sem-terra fazem a tarefa do Estado, porque o poder é indiferente em relação a eles.

Porém Ruiz afirmou que está apenas querendo "aplicar a lei", que "garante a propriedade privada e castiga seus violadores". O prefeito disse ainda que "os agentes policiais se negam a atuar porque têm medo dos campesinos". Alberto Alderete, diretor do governamental Instituto de Desenvolvimento e da Terra (Indert), confirmou que "em duas semanas começaremos a desalojar os estrangeiros que ocupam terras destinadas à reforma agrária". Alderete não revelou o método que seria usado nem se haveria indenizações aos brasileiros que cultivam terras no país - chamados de brasiguaios.

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