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Semana começou com baixa liquidez e queda na Bovespa e no dólar

SÃO PAULO - Com feriado em Wall Street, a semana começou com poucos negócios nos mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa, o dólar perdeu valor ante o real, e os juros futuros passaram a precificar corte mínimo de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros.

Valor Online |

Como na semana passada, o setor financeiro seguiu no foco dos investidores. Depois dos Estados Unidos, foi a vez de o Reino Unido anunciar um novo plano de socorro ao setor, como medidas como seguro para perdas com crédito e deterioração de ativos.

Durante parte do pregão a notícia segurou o humor dos agentes europeus, mas o sentimento não suportou o alerta de prejuízo do Royal Bank of Scotland, que pode amargar perda de 28 bilhões de libras, cerca de US$ 41 bilhões no ano passado.

Ao final da sessão, o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, marcava queda de 0,93%. O papel do RBS afundou 67,5%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 1,15%.

Com o sinal externo negativo e commodities em baixa, a Bovespa fechou a segunda-feira com perda de 1,30%, aos 38.828 pontos. O giro ficou em R$ 2,81 bilhões, sendo R$ 1,18 bilhão referente ao vencimento de opções sobre ações. Petrobras e Vale puxaram as perdas, mas os bancos tiveram alta, apesar das perdas expressivas dos pares internacionais.

No câmbio, o pessimismo externo não foi capaz de estimular as compras. No entanto os especialistas afirmam que o baixo volume do dia distorceu a formação de preço. O giro interbancário foi de US$ 562 milhões, quase cinco vezes menor que os US$ 2,53 bilhões da sexta-feira.

O dólar comercial operou em baixa contra o real durante todo do pregão, fechando a R$ 2,330 na compra e na R$ 2,332 na venda, queda de 0,46%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve desvalorização de 0,47%, fechando também a R$ 2,332. O giro financeiro somou US$ 143 milhões, 40% menor que o observado na sexta-feira.

O Banco Central voltou a vender moeda no mercado à vista, a R$ 2,3301, e também rolou integralmente um lote de 51 mil contratos de swap que vencem em fevereiro, movimentando US$ 2,51 bilhões. A autoridade monetária também comunicou que fará outro leilão com o mesmo objetivo nesta na terça-feira.

No mercado de juros futuros, a visão dominante é de queda de no mínimo 0,75 ponto percentual na Selic. Segundo a Rosenberg & Associados, um corte menor que esse seria até um tipo de aperto monetário, pois o mercado futuro já embute uma redução dessa magnitude.

Somando evidência ao quadro de desaceleração econômica, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontou o fechamento de 654,9 mil empregos formais em dezembro do ano passado, o dobro da média para o mês.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, registrava baixa de 0,05 ponto, a 11,35%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,13 ponto, 11,39%, e janeiro 2012 apontava 11,45%, com desvalorização de 0,20 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 13,06%, retração de 0,12 ponto. O vencimento para março de 2009 perdeu 0,06 ponto, projetando 12,91%, e Julho de 2009 cedeu 0,04 ponto, para 12,03% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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