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Semana começa mal para economia mundial

SÃO PAULO - O aumento galopante do desemprego na China, produção industrial em queda na Europa e em vários países, déficit na balança comercial brasileira: a enxurrada de notícias negativas divulgadas nesta segunda-feira mostra a paralisia da economia mundial, com reflexos nos pregões dos principais mercados financeiros.

AFP |

De acordo com estimativas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio mundial teve, em 2008, crescimento de apenas 4%, por causa da crise econômica e financeira, abaixo dos 5,5% de 2007 e dos 8,5% de 2006.

No Japão, as vendas de veículos novos, sem contar os "Smarts", caíram 27,9% interanual em janeiro, sexto mês consecutivo de baixa, alcançando seu pior nível em 41 anos, segundo a Associação Japonesa de Concessionários de Automóveis (Jada).

Na Espanha, as vendas de automóveis caíram 41% em janeiro, informou a Associação Espanhola de Fabricantes de Automóveis (Anfac). No mesmo mês, a queda chegou a 32,6% na Itália, e a 7,9%, na França.

Em janeiro de 2009, o Brasil registrou seu primeiro saldo negativo da balança comercial, desde março de 2001, de US$ 518 milhões, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, nesta segunda-feira.

Na Coréia do Sul, as exportações despencaram no mês passado, com retração de 32,8%, em relação ao mesmo período do ano anterior, deprimidas pela forte redução da demanda, sobretudo, na China.

Também na China os indicadores são preocupantes: a produção manufatureira continuou caindo em janeiro, segundo o Índice dos Diretores de Compra (PMI), da Markit.

A degradação da situação econômica na China se traduziu em um aumento do desemprego. Cerca de 20 milhões de imigrantes estão sem trabalho, devido à crise, anunciaram as autoridades, que temem um recrudescimento das tensões sociais.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse ao jornal "Financial Times" que o país tomará "medidas extraordinárias" para reaquecer a economia nacional, além do plano de estímulo de 580 bilhões de dólares anunciado em novembro.

Na Europa, o Índice dos Diretores de Compra (PMI) do setor manufatureiro na Zona Euro ficou, em janeiro, em 34,4 pontos, contra os 33,9 pontos de dezembro, ainda muito distante da faixa dos 50 pontos - o que significa que a produção se mantém em declínio.

Na França, o primeiro-ministro François Fillon divulgou seu plano de reativação da economia, de 26 bilhões de euros, já admitindo que pode ser insuficiente para evitar a recessão e o aumento do desemprego.

O governo alemão reconheceu que as nacionalizações e até as expropriações são opções possíveis para o resgate de certos bancos.

Nos Estados Unidos, os gastos de consumo dos lares caíram em dezembro pelo sexto mês consecutivo, em 1%, em relação a novembro, superando as previsões dos analistas, de acordo com números oficiais corrigidos.

O Senado americano discute nesta segunda o pacote de estímulo à economia promovido pelo presidente Barack Obama, no valor de US$ 819 bilhões.

Nos mercados, os indicadores ruins foram uma constante. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio perdeu 1,5%, e a de Hong Kong, 3,14%. As Bolsas européias também fecharam no vermelho: Frankfurt caiu 1,55%; Londres, 1,73%; Paris, 1,48%; e Madri, 2,57%.

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