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Genebra - As entidades que representam as indústrias de África do Sul, Argentina e Índia publicaram nesta quinta-feira uma declaração rejeitando o acordo atualmente sobre a mesa nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), que acontecem há quatro dias para tentar salvar a Rodada Doha sobre a liberalização dos mercados mundiais.


A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) não aderiram à carta, alegando que as posições eram "extremistas".

Segundo a declaração, está nas mãos dos países ricos fazer concessões para que haja um acordo. A África do Sul sofre com uma taxa de desemprego de mais de 20%, enquanto o governo argentino conta apenas com o apoio da indústria para se manter no poder.

"Temos setores sensíveis, principalmente em termos de empregos", afirmou a declaração, assinada pela União Industrial Argentina, pelo Business Unity South Africa e pela Confederação das Indústrias Indianas. "Nos estão pedindo coisas no setor industrial como pagamento por ofertas pequenas na agricultura", afirmaram.

Com informações da Agência Estado e da EFE

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