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Sem gás russo, mais de 100 mil famílias passam frio na Bósnia

Sarajevo, 8 jan (EFE).- Mais de 100 mil famílias em Sarajevo, Zenica, Zvornik e Visoko, na Bósnia, ficaram sem calefação devido à interrupção total do fornecimento de gás pela disputa russo-ucraniana.

EFE |

Numerosas empresas e fábricas suspenderam suas atividades ou reduziram a produção, enquanto algumas escolas, creches, padarias e hospitais precisaram fechar ou trabalhar de forma limitada.

Na maioria das lojas de Sarajevo, se esgotaram as estufas elétricas ou de combustíveis sólidos, após uma verdadeira invasão da população que quer garantir sua calefação nestes dias de frio intenso, com temperaturas que hoje caíram abaixo de -12ºC.

Em um único mercado mais de 3 mil estufas foram vendidas desde ontem, mas a demanda persiste na capital.

Também aumentou em 50% a venda de carvão e de lenha, e as autoridades apelam aos comerciantes a "não abusar da situação para elevar os preços".

Na cidade central Zenica 20 mil famílias estão sem calefação, assim como todas as escolas e creches, que não abrirão hoje.

O hospital local passou a usar de combustível derivado de petróleo para a calefação e só tem reservas deste combustível para sete dias.

Em Zvornik, no leste da Bósnia, os hospitais e as padarias estão sem calefação.

"Tudo parou. Não temos, por enquanto, solução alternativa e esperaremos uns dias para ver como vai a situação. Temos a possibilidade de passar ao mazut (resíduo de destilação do petróleo), mas para nós este combustível é muito caro", declarou à imprensa bósnia Petko Jokic, empresário local.

A companhia bósnia para a produção e distribuição de energia elétrica Elektroprivreda BiH disse estar preparada para um aumento de consumo da eletricidade e afirmou que a estabilidade não está em perigo.

No entanto, a mesma companhia pediu "uso racional" para não sobrecarregar o sistema. EFE nh-sn/jp

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