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Sem caminhões, São Paulo renova sua frota

As restrições à circulação de caminhões na Grande São Paulo provocou uma corrida aos minicaminhões, vans e picapes de carga, veículos autorizados a entrarem nas zonas proibidas aos demais. Há fila de espera de até 90 dias para alguns modelos, o que antes só acontecia com caminhões de grande porte.

Agência Estado |

Diante da demanda, montadoras que não ofereciam vans já anunciam sua disposição de entrar nesse mercado, que também está atraindo novas marcas importadas.

Desde julho, a legislação proíbe que caminhões grandes circulem por uma área de 100 quilômetros quadrados das 5h às 21h. Os chamados Veículos Urbanos de Carga (VUC) - com até 6,3 metros de comprimento - podem rodar, mas também devem respeitar um rodízio de placas pares e ímpares durante esse horário.

"Nos últimos três meses, saímos da média mensal de vendas de 40 para 150 caminhões da categoria enquadrada nos VUC", diz Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões. Ele conta que foram vendidos 450 veículos em três meses, mesmo volume de todo o ano passado.

Só na região em que as regras de restrição estão em vigor, as vendas de caminhões leves Volks, dos modelos Delivery e Euro III, cresceram 36%. Estão na zona restrita parte dos municípios de São Paulo, Guarulhos, Osasco e do ABC.

Ao todo, foram vendidos pela Volks de janeiro a agosto 1.165 veículos leves contra 855 no mesmo período de 2007. O mercado total de caminhões no período cresceu 29,4%. A montadora pede hoje 90 dias para atender a clientela.

As vans, outra alternativa para o transporte de cargas, também estão sendo muito procuradas. Este ano, foram vendidas 27.982 vans, quase o dobro em relação às 14.044 unidades de igual período de 2007.

Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco, diz que as vendas da camionete Daily, com capacidade de carga até 3,5 toneladas, cresceram de 557 unidades em 2007 para 1.255 unidades neste ano, um aumento de 125%. Para atender a demanda, a fábrica de Sete Lagoas (MG) ampliou de 15% para 35% a participação desses modelos na produção total.

A Volkswagen ainda não atua nesse nicho, mas estuda a importação ou a montagem de uma van como a Craster, feita na Alemanha em parceria com a Daimler. A Ford foi mais rápida e já importou algumas unidades da Transit, produzida na Europa, para testes com frotistas. Se o modelo for aprovado, "há opção de importar ou de produzir localmente; vai depender do tamanho do mercado", diz o presidente da montadora no Brasil, Marcos de Oliveira.

Na Mercedes-Benz, as vendas do furgão Sprinter passaram de 365 unidades no ano passado para 567 neste ano, uma alta de 55%. Nos caminhões leves, aumentaram 37%, de 1.101 para 1.505 unidades, segundo Gilson Mansur, diretor da empresa. São Paulo responde por 30% dos negócios da marca.

De olho no segmento das vans, a importadora CN Auto está trazendo de volta ao País a Towner e a Topic, modelos que chegaram a vender mais de 70 mil unidades nos anos 90, quando eram importadas da Coréia pela Asia Motors do Brasil.

Desta vez, a CN Auto vai trazer as vans na China. Os modelos originais chamam-se Miny e Haife, mas o grupo quer aproveitar "o sucesso" dos modelos anteriores e decidiu rebatizar os veículos, que terão versões picape e vans para carga e passageiros.

"Antes, a procura maior era por vans de passageiros, mas agora é mais voltada aos veículos de carga para atender às restrições", diz Higino Silva, diretor comercial da CN Auto, que pretende importar 3 mil veículos neste ano e 10 mil no próximo.

Outra importadora de modelos chineses, a Effa Motors, que traz pequenos utilitários urbanos, vendeu desde junho 209 veículos. Cerca de 60 picapes que chegariam da China na semana passada já estavam vendidas, informa José Geraldo Sampaio Moura, diretor-superintendente da Effa.

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