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Sem acordo, petroleiros mantêm decisão de greve

Não houve acordo em reunião realizada hoje entre o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Petrobras e o Ministério Público do Trabalho, que poderia suspender a greve de cinco dias, com parada na produção de petróleo, prevista para ser iniciada na próxima terça-feira. A mobilização, portanto, está mantida, afirmou o coordenador do sindicato, José Maria Rangel.

Agência Estado |

Segundo ele, o objetivo é reduzir a zero o envio de petróleo e gás para o continente, mantendo a produção apenas em níveis suficientes para garantir as condições mínimas para que os trabalhadores habitem as plataformas - que precisam, por exemplo, de gás natural para geração de energia. Ao contrário da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reivindica melhor distribuição de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Sindipetro-NF pleiteia o reconhecimento do dia de desembarque das plataformas como dia de trabalho. Hoje, os turnos na Bacia de Campos são de 14 dias de trabalho embarcado por 21 de folga. Rangel diz, porém, que o primeiro dia da de folga é perdido no transporte entre as plataformas e o continente. "Tem vôo que sai da plataforma às 15h15 e só chega a Macaé depois das 17 horas", argumenta.

Pela proposta dos trabalhadores, não aceita pela estatal, os turnos se tornariam de 15 dias trabalhados para 20 dias de folga. Mas, a cada turno, o empregado ganharia 1,5 dia de folga posterior, que poderiam ser acumulados com o período de férias. A Bacia de Campos tem uma produção média de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia, o equivalente a 80% da produção nacional, e a possibilidade de greve foi citada na mídia internacional como um dos fatores de pressão do preço do petróleo nos próximos dias.

Para o especialista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), porém, o temor é injustificado. "O Brasil não é grande exportador nem grande consumidor de petróleo. Não vejo porque poderia ter tanta influência no mercado internacional", avalia. A FUP decide na próxima terça-feira se estende a greve para todas as unidades da empresa no País, desta vez em protesto pelo aumento da PLR.

Expectativas irracionais

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, questionou hoje a influência das notícias a respeito de uma possível greve dos petroleiros no Brasil sobre a forte alta do preço do petróleo registrada hoje no mercado internacional. "Essa é a prova de que as variações diárias no preço do petróleo não querem dizer muita coisa. Evidentemente que as notícias acabam levando nervosismo ao mercado, independentemente do tamanho do significado delas. Então é mais criação de expectativas irracionais do que um retrato da realidade", disse.

Hoje pela manhã, o petróleo leve chegou a US$ 146,90 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Analistas internacionais apontaram a ameaça de greve no Brasil, além das tensões Irã e Nigéria, como fatores que teriam impulsionado a compra dos contratos futuros.

Questionado sobre um limite para a alta do preço do petróleo, Gabrielli recusou-se a falar sobre suas expectativas. "Não adianta dizer isso, porque a minha opinião sobre isso é irrelevante. As altas e baixas diárias não querem dizer nada para nós", afirmou Gabrielli, lembrando que os investimentos no setor são de longo prazo.

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