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Selic precisa chegar a 14,75% para segurar inflação, crê Schwartsman

RIO - O analista-chefe do Santander no Brasil e ex-diretor do Banco Central (BC), Alexandre Schwartsman, acredita que a taxa básica de juros deveria fechar ao redor de 14,75% ao ano em 2008 para trazer a inflação para perto do centro da meta de 4,5% em 2009. Schwartsman defendeu uma atuação firme do BC neste sentido e ponderou que a questão não é quanto do crescimento da economia será comprometido com o aperto monetário, mas quanto se evitará de problemas no futuro caso se espere um aumento maior da inflação para que medidas mais duras sejam tomadas.

Valor Online |

A questão não é se vai reduzir o ritmo de crescimento agora ou não, mas quanto vai reduzir o crescimento se atacarmos o problema no começo, relativamente a quanto vai ter que reduzir o ritmo de crescimento quando ele (o problema) estiver muito pior lá na frente, disse Schwartsman, que participa do X Seminário de Metas de Inflação, organizado pelo BC.

Schwartsman frisou que um exemplo do que pode causar a leniência com a inflação está em países da própria América do Sul, que, em tempos recentes, não atacaram o problema com força no início e hoje padecem com problemas graves na economia. O economista considerou ainda uma desculpa o ponto de vista que o problema da inflação é mundial.

Segundo ele, no caso brasileiro, a força das commodities na pauta comercial e o aumento de preços desses produtos contribui para a apreciação do câmbio. De acordo com ele, a elevação dos preços das commodities corrigido pelo câmbio em 12 meses traz uma pressão inflacionária próxima a zero. O nosso problema inflacionário tem dinâmica doméstica, portanto, pode ser resolvido com uma política doméstica, afirmou.

Para o economista-chefe do Santander há um descompasso entre o comportamento da Selic e de outras taxas, como a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, usada pelo BNDES como parâmetro para empréstimos de longo prazo), o que exige um aperto maior da taxa básica de juros. Segundo ele, além de uma convergência das trajetórias entre essas taxas, uma disciplina maior na política fiscal também poderia auxiliar no combate à inflação.

Não há por que esperar (uma política fiscal mais dura). É como esperar Godot, ele nunca vem. O BC não pode se dar ao luxo de esperar Godot chegar, tem que agir antes, disse Schwartsman.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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