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Selic e plano de Obama darão norte para expectativas, avalia CNI

BRASÍLIA - A decisão do Banco Central sobre os juros amanhã e a reação dos mercados ao programa econômico de Barack Obama serão vitais para as expectativas dos empresários sobre 2009, depois da piora de cenário no fim de 2008. A questão do emprego é a preocupação maior do momento, disse o economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.

Valor Online |

Segundo ele, "os efeitos da crise estão mais rápidos do que se esperava, mas isso tem dois lados: pode ser uma piora profunda no crescimento ou então o estrago está sendo antecipado para uma melhora ao longo ao ano".

Após divulgar forte retração nos indicadores industriais em novembro, como a queda mensal de 9,9% nas vendas reais (dados dessazonalizados) e o primeiro recuo depois de 31 meses de expansão consecutiva do emprego, Castelo Branco disse que o momento é mais negativo do que em dezembro, quando a entidade projetou alta de 2,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

"Vamos ter que aguardar respostas do lado internacional sobre o programa de recuperação econômica do novo presidente dos Estados Unidos, e do lado interno, se haverá corte significativo nos juros para então projetar uma nova estimativa sobre o PIB", afirmou ele.

Uma queda da taxa básica Selic, que está em 13,75% ao ano, pode refrear a tendência clara de queda dos investimentos futuros, citou o representante da CNI.

O economista lembrou que tanto os dados sobre a queda de 655 mil vagas formais em dezembro pelo Ministério do Trabalho, quanto a redução de 0,6% (índice com ajustes) no emprego industrial em novembro acendem a luz de alerta.

Para reduzir as demissões, a CNI defende acordos flexíveis entre empregados e patrões, como medidas "emergenciais e temporárias" com redução de jornada e salário. "Depois que a crise passar, volta ao normal", sustentou. "A manutenção do emprego é extremamente importante, para não aprofundar a desaceleração da economia", prosseguiu Castelo Branco.

Os dados da CNI mostram que setores que lideraram o crescimento de 2008, puxaram a queda da indústria após o agravamento da crise mundial no terceiro trimestre. O faturamento real das montadoras de veículos recuou 29,5% em novembro sobre outubro; metalurgia básica teve queda de 26,2%; outros equipamentos de transportes (aviões e motos) com desempenho negativo de 16,7% e alimentos e bebidas com retração de 8,3%, por exemplo.

Mesmo assim, Castelo Branco lembra que o saldo do ano será positivo, pelo aumento expressivo que toda a economia registrava até setembro do ano passado. No indicador de produção, por exemplo, as fábricas de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos e veículos responderam por 56% da variação positiva acumulada em 5,6%, entre janeiro e novembro.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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