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Seguradora AIG é forçada a levantar fundos para evitar concordata

Após o desabamento do Lehman Brothers, a seguradora americana AIG se encontra no olho do furacão da crise financeira no Wall Street devido à sua forte exposição a produtos financeiros de alto risco.

AFP |

 

Acordo Ortográfico A ação da American International Group (AIG) perdeu 60,8% ontem na Bolsa de Nova York. Desde o início do ano, a companhia já perdeu 93% de seu valor no mercado financeiro.

A AIG precisava levantar US$ 20 bilhões para honrar seus compromissos com os investidores e foi autorizada a receber o dinheiro de suas filiais no exterior, segundo David Paterson, governador do estado de NY.

Segundo Paterson, o objetivo dessa quantia é "obter liquidez para as operações diárias da casa matriz", seu principal problema, pois a AIG está "financeiramente saudável", com US$ 77,9 bilhões de excedentes de fundos próprios.

A AIG tem sua sede em NY e compete ao governo estadual supervisionar as companhias de seguros. Segundo o New York Times, o ex-número um mundial do seguro chegou, inclusive, a pedir para o Federal Reserve (Fed, banco central americano) um empréstimos de US$ 40 bilhões.

A AIG, primeira seguradora americana, tem atividades muito diversificadas, O grupo está presente sobretudo no ramo de leasing (locação e venda), de aviões, empréstimos imobiliários e empréstimos ao consumo. Ela detém uma filial especializada em atividades de mercados, a AIG Financial Products Corp. (AIGFP), que corresponde praticamente a um banco de investimentos.

É desta filial que vem as principais dificuldades do grupo, que registrou uma perda líquida de US$ 18 bilhões nos nove últimos meses.

Dentro destas atividades de mercado, pouco desenvolvidos entre as demais seguradoras, a AIG emitiu um número muito elevado do "credit default swaps" (CDS), dos instrumentos financeiros tranquilizando os investidores contra as moratórias de um emissor de obrigações.

Estes produtos complexos, frequentemente ligados ao mercado imobiliário americano, estão no centro da crise bancária atual e já provocaram enormes desvalorizações de ativos no mundo inteiro.

A AIG já teve de passar por US$ 25 bilhões de desvalorização, devido ao fato de um aumento de inadimplências dos proprietários de casas nos EUA.

Segundo um documento enviado às autoridades do mercado americano (Securities and Exchange Commission, SEC), em 30 de junho de 2008, a AIG havia acumulado uma exposição considerável de US$ 441 bilhões  destes produtos.

Brasil

No Brasil, a AIG tem uma participação de 50% na Unibanco AIG Seguros & Previdência. A outra metade pertence ao Unibanco. Segundo a imprensa brasileira, o Unibanco AIG é independente e não sofre interferência dos resultados da AIG.

A AIG pretende ceder sua atividade de financiamento de leasing de aviões, a International Lease Finance Corporation (ILFC), que possui uma frota de 1.000 aeronaves.

A seguradora tem 74 milhões de clientes no mundo, a maioria deles americanos, que ficarão sem seguro em caso de concordata da sociedade. Ela empregava 116.000 pessoas em 130 países no fim de 2007.

Bolsas americanas

As bolsas de valores dos EUA registravam fortes perdas na manhã desta terça-feira, com o S&P atingindo o menor nível desde outubro de 2005, devido às preocupações sobre a habilidade da seguradora AIG de garantir o capital necessário para evitar ser rebaixada por agências de classificação. O Dow Jones recuava 0,39%, para 10.876 pontos, logo após cair quase 1,5%.

O Standard & Poor's perdia 1,10%, a 1.179 pontos e o Nasdaq declinava 0,96%, para 2.158 pontos.

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