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Segunda-feira negra para Bolsas mundiais após colapso do Lehman Brothers

Os principais mercados financeiros do mundo registraram importantes quedas, depois do pedido de concordata feito pelo banco de investimentos americano Lehman Brothers e da compra de seu concorrente Merrill Lynch pelo Bank of America.

AFP |

A Bolsa de Nova York, que marca o ritmo dos mercados mundiais, despencou, com o Dow Jones em queda de 4,42%, e o Nasdaq, de 3,60%.

O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 504,48 pontos, situando-se nas 10.917 unidades. O índice não fechava abaixo dos 11.000 pontos desde 15 de julho.

O Nasdaq, de alto componente tecnológico, cedeu 81,36 pontos, chegando às 2.179,91 unidades, e o índice ampliado Standard & Poor's 500 perdeu 4,64%, ou 58,06 pontos, a 1.193,64 unidades.

Na América Latina, a Bolsa de São Paulo, a principal da região, desmoronou, com queda de 7,59%. A Bolsa mexicana fechou em queda de 3,79%, enquanto que a de Buenos Aires caiu 5,18%. As demais praças latino-americanas também registraram perdas: Santiago, -0,54%; Peru, -2,42%; Colômbia, -1,98%; e Caracas, -0,70%.

Fortes retrocessos foram registrados na Europa, com baixas de mais de 5% durante a sessão, mas se atenuaram no fechamento.

Mesmo assim, o principal índice da Bolsa de Londres, o Footsie-100, fechou em baixa de 3,92%. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, também recuou (-3,78%), assim como Frankfurt (-2,74%); o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri (-4,50% no fechamento, sua maior queda do ano); e o Eurostoxx-50 (-4,05%).

O Banco Central Europeu (BCE) injetou 30 bilhões de euros (43 bilhões de dólares) no mercado monetário da Zona Euro para acalmar as tensões vinculadas à situação do Lehman Brothers.

A demanda foi forte: 51 estabelecimentos pediram créditos, no total de 90,27 bilhões de euros durante uma operação de refinanciamento rápido, de acordo com um comunicado do BCE destinado aos mercados. A taxa média da operação chegou a 4,39%, e a taxa mínima aceita era de 4,25%.

O BCE indicou que continua "acompanhando bem de perto as condições no mercado monetário da Zona Euro" e que está disposto a atuar, se for preciso. Essas operações de refinanciamento rápido, conhecidas como "sintonia fina", são usadas pelo BCE para corrigir desequilíbrios nos mercados monetários.

O Banco da Inglaterra (BoE, Banco Central) disse que segue com atenção as condições no mercado de crédito a curto prazo e também se declarou disposto a atuar, se necessário. O BoE ofereceu aos mercados 5 bilhões de libras (6,3 bilhões de euros ou 9 bilhões de dólares) à taxa básica atual de 5%, soma que foi absorvida em alguns minutos.

Já o Federal Reserve (FED, o Banco Central americano) cumpriu sua promessa de disponibilizar o dinheiro necessário para salvar os bancos, ao liberar nesta segunda-feira uma verba de refinanciamento de 70 bilhões de dólares. Essas operações de refinanciamento permitem aos bancos comerciais, e desde março aos bancos de negócios, obter dinheiro em troca de títulos financeiros.

O Federal Reserve de Nova York, encarregado da operação, informou em sua página na Internet ter realizado na manhã de hoje uma primeira operação de refinanciamento, ao término da qual concedeu uma verba de 20 bilhões de dólares.

A onda expansiva foi sentida em outras praças européias, de Estocolmo a Istambul, passando por Moscou, onde o índice RTS perdeu 4,78%, a 1.277,6 pontos, após bater -7% durante o pregão.

Quatro das principais Bolsas asiáticas permaneceram fechadas nesta segunda-feira por ser feriado: Tóquio, Hong Kong, Xangai e Seul. Já Taipé encerrou a sessão com retrocesso de 4,09%; a de Cingapura, -3,27%; Sydney, -1,8%; e Jacarta registrou a maior perda, -4,7%.

Outras quedas: Nova Zelândia, -1,26%; Manila, -4,2%; e a Bolsa de Mumbai, que teve perda limitada a -3,35%, após cair mais de 5% durante a sessão.

No Oriente Médio, os mercados também foram afetados. A Bolsa saudita, a maior do mundo árabe, perdeu 6,6%, enquanto que a Bolsa de Doha, no Qatar, afundava 6,9%. No Kuwait, segundo mercado depois de Riad, a perda era de 4,4%; em Abu Dhabi, de 4,7%; e em Dubai, de 5%.

Os mercados cambiais não se viram muito afetados. O dólar se estabilizou frente ao euro, nesta segunda, enquanto que o iene se fortalecia em relação à moeda americana e à moeda única européia. Às 21h GMT (18h de Brasília), o euro valia 1,4227 dólar, contra 1,4229 dólar registrado na sexta-feira.

Os preços do petróleo também registraram forte queda hoje, devido aos temores relacionados à demanda, em conseqüência dos novos desdobramentos da crise financeira nos EUA, que podem pesar sobre a economia.

Em Nova York, o barril "light sweet" para entrega em outubro fechou a 95,71 dólares, uma queda de 5,47 dólares em relação ao fechamento de sexta-feira. Em Londres, o Brent do Mar do Norte para entrega em outubro perdeu 5,20 dólares, fechando a 92,38 dólares o barril.

lbc/cn/yw/tt/LR

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