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Segunda MP anticrise só poderá ser votada na Câmara na próxima semana

O relator da segunda Medida Provisória (MP) anticrise editada pelo governo, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou nesta terça-feira que precisará de mais tempo para analisar as 11 emendas apresentadas aos textos, e, por isso, o projeto só poderá ser analisado em plenário na semana que vem.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

A base aliada da Câmara queria chegar a um acordo para tentar aprovar a medida ainda hoje.

De acordo com o relator, as propostas de alteração feitas à MP se dividem em quatro pontos: a permissão para Banco do Brasil e Caixa comprarem outras instituições; a dispensa de licitação para comprarem bancos públicos; a criação da Caixa Econômica Participações e o prazo de vigência com outros critérios de transparências. Estamos avaliando tudo isso, várias sugestões serão acolhidas, garantiu.

A oposição não aceita aprovar o projeto sem um prazo específico para vigência das medidas. Isso mostra que o que o governo realmente quer é um cheque em branco para estatizar o País. Não foi uma MP para a crise? Então tem que ter prazo condizente com a crise para não se transformar num instrumento estatizante nas mãos do governo, afirma o deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara.

O líder do PT, Maurício Rands (PE), defende, porém, que a MP não tenha prazo de vigência. Na opinião do petista, isso garantiria a isonomia do setor financeiro público com o privado para permitir, por exemplo, fusões entre Banco do Brasil ou Caixa com outras instituições financeiras privadas afim de formar bancos capazes de competir internacionalmente como o fizeram esta semana o Unibanco e o Itaú.

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