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Seguindo decisão do Fed, dólar cai 1,05% e fecha R$ 2,347

SÃO PAULO - Pelo segundo dia seguido o dólar perdeu valor ante o real. As vendas aconteceram em meio a uma rodada mundial de desvalorização da divisa norte-americana depois que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, derrubou a taxa de juros do país para próximo de zero.

Valor Online |

Depois de testar R$ 2,390 na máxima do dia, as vendas acabaram prevalecendo e o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,345 na compra e R$ 2,347 na venda, queda de 1,05%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda perdeu 0,80%, fechando a R$ 2,351. O giro financeiro somou US$ 186,5 milhões.

Para o sócio-gestor da Paraty Investimentos, Rodrigo Donato, em comparação com outras moedas, tanto de mercados desenvolvidos quanto de emergentes, o movimento de valorização do real foi pouco expressivo.

Para efeito de comparação, o dólar teve a maior baixa ante o euro desde a estréia da moeda comum em 1999, caindo mais de 3%. Em comparação ao iene, a relação de troca é a menor em 13 anos.

Segundo o especialista, tal comportamento do mercado de câmbio brasileiro deriva de fatores técnicos, como a maior procura por dólar no patamar de R$ 2,30, e também da falta de moeda disponível no mercado.

Para Donato, os dados sobre o fluxo cambial na semana passada também colocaram um pouco mais de cautela nos investidores, pois indicam que as remessas ainda podem aumentar um pouco.

Segundo o Banco Central, as saídas superaram as entradas em US$ 2,16 bilhões na semana encerrada dia 12 de dezembro. Até o final da primeira semana do mês o resultado da conta apontava para entrada de US$ 7 milhões.

Ainda de acordo com Donato, outro ponto a colocar pressão sobe a taxa de câmbio é a existência de empresas com passivos cambiais. É perceptível que quando o dólar se aproxima de R$ 2,3 os detentores de tais posições tentam se zerar.

O Banco Central manteve as atuações diárias no mercado à vista e vendeu moeda a R$ 2,354 por volta das 12h30. Outras duas operações aconteceram hoje. O BC colocou US$ 500 milhões via leilão de linha, no qual oferta moeda com compromisso de recompra, e rolou US$ 1,01 bilhão em contratos de swap que vencem em janeiro de 2009. Ainda hoje o BC sonda o mercado para verificar as condições e demanda e continuar rolando esses swaps.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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